Regina ficou ali sem saber o que fazer, ela não podia perder Vinícius, ainda mais por causa de um mal entendido. Mas decidiu dar um tempo para ele se acalmar, e conversar em outra hora, quando ele estivesse mais tranquilo.
Porém, dois dias se passaram e Regina não conseguia falar com Vinícius, ele não atendia suas ligações, nem respondia suas mensagens, então ela decidiu procurá-lo no trabalho, no fim do expediente, para tenar fazer as pazes. Pediu a Dora que tomasse conta de Gabi, e assim que anoiteceu, ela foi para o escritório.
Quando chegou, Vinícius já estava saindo e assim que a viu, se virou para a direção oposta e continuou andando. Ela percebeu que ele ainda estava chateado, mas foi atrás dele mesmo assim, pois precisa resolver aquela situação.
- Vinícius, para de me evitar, por favor. A gente precisa conversar - falou ela, logo que o alcançou
- Não tenho nada para falar com você, Regina - respondeu Vinícius
- Tem sim, e não adianta fugir, porque eu não vou desistir até conseguir falar com você. Lembra quando a Simone te beijou à força?
- Claro, mas qual o sentido de falar sobre isso de novo?
- Você foi atrás de mim e disse que tinha o direito de se explicar, porque eu tirei minhas conclusões sem saber o que realmente aconteceu. Mas agora é você que não está deixando eu me explicar. Se você me ouvir, vai saber que não tem motivo para me dar esse gelo todo.
- Tudo bem - concordou Vinícius - Você me convenceu. Vamos para a minha casa, assim podemos conversar com calma.
Então os dois foram para o carro de Vinícius, e seguiram para o apartamento. Durante o caminho o clima não era dos melhores, mas Regina tinha certeza de que conseguiria fazer as pazes com o amado.
- E então, o que você tem para me dizer? - falou ele, logo que chegaram
- Eu já disse na verdade, mas vou dizer de novo. O que você viu aquele dia no meu quarto, foi um acidente. Eu fui colocar a Gabi no berço e na volta, tropecei e caí no colo do Alex, foi só isso.
- Não parecia isso
- Mas foi, eu estou falando a verdade!
- Ele estava com a mão na sua perna, Regina!
- Eu não sei porque ele fez isso, mas pode acreditar que foi muito constrangedor para mim.
- Como é que eu vou saber se você está falando a verdade mesmo? - Vinícius ainda estava um pouco desconfiado
- Vinícius, assim você me ofende. Eu nunca mentiria para você. O que eu preciso fazer para você entender que eu não sinto nada pelo Alex? - disse Regina, se aproximando de Vinícius e acariciando seu rosto
- Eu não gosto nada dessa sua amizade com esse cara. Se coloca no meu lugar, o que você sentiria se eu fosse amigo de uma mulher que é apaixonada por mim?
- O Alex é meu chefe no restaurante, eu preciso me dar bem com ele. Mas é só amizade, não tem nada além disso! Vinícius, é você que eu amo! Agora podemos, por favor, esquecer essa confusão que não passou de um mal entendido? - disse ela, colocando os braços em volta do pescoço dele
Vinícius ficou em silêncio, pensando, por alguns segundos. Regina, cansada de esperar uma reação dele, decidiu ir embora.
- Olha, eu vou te deixar pensar, depois a gente conversa de novo... - falou ela, se virando e andando em direção à porta
- Regina, espera! - disse ele, segurando a mão dela - Você tem razão, vamos deixar isso para lá. Eu não quero, nem consigo mais ficar longe de você!
Ouvindo isso, Regina sorriu, se aproximou de Vinícius e o beijou. Ele colocou as mãos em sua cintura e a puxou para mais perto de si. O beijo foi ficando mais intenso e Vinícius começou a beijar o pescoço de Regina, enquanto ela acariciava seus cabelos. Ela tirou a gravata dele e começou a desabotoar sua camisa, então os dois seguiram para o quarto, onde ele a puxou para a cama e tirou seu vestido. Vinícius beijava a boca e o pescoço de Regina enquanto ela acariciava seus cabelos e suas costas, e assim os dois se amaram ardentemente.
Depois ficaram deitados na cama, juntos, durante um tempinho, mas logo Regina disse que precisava ir embora.
- Você não pode ficar nem mais um pouquinho? - perguntou Vinícius, abraçando-a
- Não dá amor, a Gabi já ficou tempo demais com a minha mãe - respondeu ela
- Tudo bem, por ela eu deixo você ir - falou ele, e os dois riram
Então Vinícius foi levar Regina em casa, pois queria ver a filha. Depois de alguns minutos, os dois se despediram, mas combinaram de se encontrar no dia seguinte.
Vinícius foi embora e assim que chegou no apartamento, seu telefone tocou. Ele pensou que fosse Regina, porém não conhecia o número. Hesitou um pouco, mas resolveu atender.
- Alô, quem fala? - perguntou ele, curioso
- Vinícius? É a Patrícia, tudo bem?
- O que? Como você conseguiu meu telefone garota? - Vinícius estava surpreso
- Estava nos e-mails que você me mandou sobre os processos, durante meu estágio no escritório da Teresa.
- Ah, certo... Mas o que você quer comigo, já não me causou problemas suficientes?
- Foi por isso mesmo que eu liguei, estou muito arrependida de tudo o que eu fiz. Queria muito conversar com você e a Regina, para pedir desculpas.
- Como vou ter certeza de que isso não é uma armação sua?
- Eu mudei Vinícius, pode acreditar. Depois que a Teresa me demitiu eu consegui estágio em um outro escritório, e lá eu conheci um cara por quem me apaixonei. E ele me faz querer ser uma pessoa melhor.
- Tudo bem, podemos conversar aqui em casa, no sábado, é melhor porque eu não trabalho. Tudo bem para você?
- Claro, pode ser no sábado sim. Muito obrigada por me dar essa chance. Mas e o horário?
- Pode ser antes do almoço, umas onze horas?
- Por mim está ótimo. Até lá então.
Apesar de ter ficado um pouco desconfiado, Vinícius resolveu dar um voto de confiança a Patrícia, pois ela parecia mesmo muito diferente de antes e talvez depois da conversa que teriam, ela parasse de causar problemas entre ele e Regina.
A semana passou e rapidamente chegou o sábado. Vinícius acordou um pouco atrasado, então ligou para Regina, pois não poderia ir buscá-la como haviam combinado.
- Oi amor, você já está vindo? - perguntou ela ao atender o celular
- Na verdade não vou poder ir te buscar. Está meio em cima da hora, se eu sair pode ser que a Patrícia chegue e a gente ainda não esteja aqui. Você se importa de vir de táxi, meu amor?
- Claro que não, sem problema. Mas Vinícius... você tem certeza que essa conversa é uma boa ideia? Você não achou essa mudança da Patrícia um pouco estranha?
- Ela parecia estar sendo sincera no telefone. Vem para cá e vamos ver no que vai dar... Estou te esperando.
- Tudo bem, até daqui a pouco, um beijo.
Na mesma hora em que Vinícius desligou o telefone, a campainha tocou. Era Patrícia, que havia chegado antes da hora.
- Chegou cedo, Patrícia. Entra - falou ele, sentindo-se desconfortável por ter que ficar sozinho com ela enquanto Regina não chegava. E então notou que ela estava um pouco ofegante e parecia assustada - Você está bem?
- Vinícius, ainda bem que eu consegui chegar aqui... Eu vim de ônibus e estava vindo para cá depois de descer no ponto, quando uns caras me atacaram e quiseram roubar minha bolsa! Foi horrível, eles me derrubaram no chão, mas eu consegui me levantar sair correndo.
- Caramba, mas você está bem? Levaram alguma coisa?
- Eles não conseguiram levar nada, mas minhas costas estão doendo, dá uma olhadinha para mim se machucou com a queda? - falou ela, tirando a blusa
- N-Não estou vendo nada - disse Vinícius, um pouco constrangido com aquela situação - Espera um pouco, vou pegar uma água para você.
- Eu não quero água, só quero um abraço...
Em seguida Patrícia agarrou Vinícius, que ficou ainda mais desconfortável do que já estava, pois ela ainda estava sem blusa.
- Peraí Patrícia, me solta. E veste a sua blusa, por favor - disse ele, mas antes que ele pudesse afastá-la, Regina entrou pela porta e viu a cena.
- Vinícius, mas o que é isso? - perguntou ela, chocada
Ele entrou em desespero e rapidamente afastou a garota, mas não sabia como começar a contar o que houve ali. E o fato de Patrícia estar de sutiã só piorava tudo. Será que Vinícius vai conseguir explicar a situação para Regina, ou esses dois vão se desentender mais uma vez?
Continua...
Depois ficaram deitados na cama, juntos, durante um tempinho, mas logo Regina disse que precisava ir embora.
- Você não pode ficar nem mais um pouquinho? - perguntou Vinícius, abraçando-a
- Não dá amor, a Gabi já ficou tempo demais com a minha mãe - respondeu ela
- Tudo bem, por ela eu deixo você ir - falou ele, e os dois riram
Então Vinícius foi levar Regina em casa, pois queria ver a filha. Depois de alguns minutos, os dois se despediram, mas combinaram de se encontrar no dia seguinte.
Vinícius foi embora e assim que chegou no apartamento, seu telefone tocou. Ele pensou que fosse Regina, porém não conhecia o número. Hesitou um pouco, mas resolveu atender.
- Alô, quem fala? - perguntou ele, curioso
- Vinícius? É a Patrícia, tudo bem?
- O que? Como você conseguiu meu telefone garota? - Vinícius estava surpreso
- Estava nos e-mails que você me mandou sobre os processos, durante meu estágio no escritório da Teresa.
- Ah, certo... Mas o que você quer comigo, já não me causou problemas suficientes?
- Foi por isso mesmo que eu liguei, estou muito arrependida de tudo o que eu fiz. Queria muito conversar com você e a Regina, para pedir desculpas.
- Como vou ter certeza de que isso não é uma armação sua?
- Eu mudei Vinícius, pode acreditar. Depois que a Teresa me demitiu eu consegui estágio em um outro escritório, e lá eu conheci um cara por quem me apaixonei. E ele me faz querer ser uma pessoa melhor.
- Tudo bem, podemos conversar aqui em casa, no sábado, é melhor porque eu não trabalho. Tudo bem para você?
- Claro, pode ser no sábado sim. Muito obrigada por me dar essa chance. Mas e o horário?
- Pode ser antes do almoço, umas onze horas?
- Por mim está ótimo. Até lá então.
Apesar de ter ficado um pouco desconfiado, Vinícius resolveu dar um voto de confiança a Patrícia, pois ela parecia mesmo muito diferente de antes e talvez depois da conversa que teriam, ela parasse de causar problemas entre ele e Regina.
A semana passou e rapidamente chegou o sábado. Vinícius acordou um pouco atrasado, então ligou para Regina, pois não poderia ir buscá-la como haviam combinado.
- Oi amor, você já está vindo? - perguntou ela ao atender o celular
- Na verdade não vou poder ir te buscar. Está meio em cima da hora, se eu sair pode ser que a Patrícia chegue e a gente ainda não esteja aqui. Você se importa de vir de táxi, meu amor?
- Claro que não, sem problema. Mas Vinícius... você tem certeza que essa conversa é uma boa ideia? Você não achou essa mudança da Patrícia um pouco estranha?
- Ela parecia estar sendo sincera no telefone. Vem para cá e vamos ver no que vai dar... Estou te esperando.
- Tudo bem, até daqui a pouco, um beijo.
Na mesma hora em que Vinícius desligou o telefone, a campainha tocou. Era Patrícia, que havia chegado antes da hora.
- Chegou cedo, Patrícia. Entra - falou ele, sentindo-se desconfortável por ter que ficar sozinho com ela enquanto Regina não chegava. E então notou que ela estava um pouco ofegante e parecia assustada - Você está bem?
- Vinícius, ainda bem que eu consegui chegar aqui... Eu vim de ônibus e estava vindo para cá depois de descer no ponto, quando uns caras me atacaram e quiseram roubar minha bolsa! Foi horrível, eles me derrubaram no chão, mas eu consegui me levantar sair correndo.
- Caramba, mas você está bem? Levaram alguma coisa?
- Eles não conseguiram levar nada, mas minhas costas estão doendo, dá uma olhadinha para mim se machucou com a queda? - falou ela, tirando a blusa
- N-Não estou vendo nada - disse Vinícius, um pouco constrangido com aquela situação - Espera um pouco, vou pegar uma água para você.
- Eu não quero água, só quero um abraço...
Em seguida Patrícia agarrou Vinícius, que ficou ainda mais desconfortável do que já estava, pois ela ainda estava sem blusa.
- Peraí Patrícia, me solta. E veste a sua blusa, por favor - disse ele, mas antes que ele pudesse afastá-la, Regina entrou pela porta e viu a cena.
- Vinícius, mas o que é isso? - perguntou ela, chocada
Ele entrou em desespero e rapidamente afastou a garota, mas não sabia como começar a contar o que houve ali. E o fato de Patrícia estar de sutiã só piorava tudo. Será que Vinícius vai conseguir explicar a situação para Regina, ou esses dois vão se desentender mais uma vez?
Continua...