quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Capítulo 122 - Negação

César não conseguia parar de olhar para o corpo de Regina, ela estava realmente linda de biquíni. Vinícius percebeu isso e foi ficando cada vez mais enciumado.
- E então as águas de coco estão boas? - perguntou César
- Uma delícia - disse Paula
- Estão ótimas mesmo - continuou Regina - Muito obrigada.
- Imagina, foi um jeito de me desculpar pela bolada.
- Eu já tinha desculpado, não precisava disso.
- Não foi nada. Sabe... Você ainda não me disse como se chama.
- Meu nome é Regina. O seu é César não é? Vi seus colegas te chamando.
- É isso mesmo. Regina, preciso dizer, você é muito linda - disse César, olhando fixamente para ela
Regina ficou um pouco sem graça e Vinícius foi até eles sem conseguir controlar mais a raiva e o ciúme que estava sentindo.
- Se afasta dela agora cara! - falou ele, fuzilando César com o olhar
- Que isso, ficou maluco? - perguntou César
- Não te ensinaram que é errado dar em cima de mulher comprometida?
- Comprometida?
- Vinícius nós estamos separados, eu não te devo satisfações da minha vida! - disse Regina
- Nós ainda somos casados e temos uma filha! Você não pode ficar dando trela para qualquer um!
- Eu e o César estávamos só conversando!
- Mas ele estava com segundas intenções com você!
- E daí se estava? - intrometeu-se César - Vocês não estão juntos pelo que eu entendi.
Nesse momento Vinícius ficou fora de si e foi para cima de César, teria batido nele, mas Bento o segurou na hora e o levou embora antes que a situação ficasse pior. Regina pediu desculpas a César pela confusão e também foi embora, pois tinha que buscar Gabi na casa de Dora.
O resto do dia passou rápido, Regina recebeu de Paula o endereço do hotel com o horário da entrevista e já começou a se preparar, pois queria causar uma ótima impressão. Já era noite, e ela estava estudando algumas perguntas que poderia ter que responder, quando a campainha tocou.
- Boa noite Vinícius - falou ela, seca, abrindo a porta
- Boa noite - respondeu ele com frieza - Vim ver a Gabi
- Claro, ela está no quarto.
Vinícius estava com saudade da filha, e a menina se agitou ao ver o pai. Regina ficou observando os dois, e por um momento, quase esqueceu que estava brigada com o marido. Quando ele estava quase indo embora, seu celular tocou.
- Fala Bento, quer que eu leve alguma coisa na volta para casa? - disse ele, ao atender
- Não cara, na verdade eu só estou precisando que você venha embora - respondeu Bento
- Porque?
- Eu perdi minha chave do apartamento na praia, estou preso do lado de fora.
- Você está brincando né? Isso não pode estar acontecendo!
- Calma Vini porque o estresse? É só você vir para cá e a gente entra.
- Não cara, eu esqueci minha chave em casa hoje e estava contando com a sua para entrar! E agora o que a gente faz?
- Espera um pouco aí que eu vou tentar dar um jeito.
Bento procurou muito, mas como era sábado à noite, não conseguiu encontrar nenhum chaveiro que estivesse funcionando naquele horário, então ligou de novo para Vinícius.
- Vamos ter que esperar até amanhã cara. Já liguei para a Paula, vou dormir com ela hoje - falou ele
- Mas e eu? Na casa da minha mãe não tem espaço, porque tem a Érica, a Isabelle, e o Lucas praticamente morá lá também. E não posso ir para um hotel porque não estou com dinheiro o suficiente para pagar a diária.
- Vê se a Regina deixa você passar a noite aí, a casa ainda é de vocês dois não é?
- Vai ser o jeito. Por sorte ainda tem algumas roupas minhas aqui. Amanhã a gente se vê cara.
Vinícius desligou o telefone e explicou para Regina o que estava acontecendo. Apesar de estarem brigados, ela não quis que ele acabasse dormindo da rua, e permitiu que ele ficasse.
- Mas onde você pretende dormir? - perguntou ela
- No quarto de hóspedes claro - respondeu ele - Por que a pergunta?
- Por nada.
- Já sei, você queria dormir na mesma cama comigo né?
- Claro que não. Perguntei porque eu ia ter que dar um corte caso você estivesse com essa intenção.
- Não estou, pode ficar tranquila.
- Ótimo. Boa noite.
- Boa noite.
Depois disso os dois foram cada um para o seu canto, tomaram banho, depois foram dormir. No meio da noite, Vinícius se levantou para beber um copo d'água e poucos minutos depois, Regina também acordou com sede. Quando ele estava voltando da cozinha, ela estava indo, e como estavam com sono, os dois não se viram e acabaram trombando no corredor. Por reflexo, Regina colocou as mãos no peito de Vinícius, que a segurou pela cintura. Eles ficaram se olhando sem conseguir dizer nada, seus rostos estavam bem próximos, e num impulso, acabaram se beijando. Quando o beijo começou a ficar mais quente, eles voltaram a si.
- Ficou maluco? Que ideia foi essa de me beijar? - falou ela
- Eu? Foi você que me beijou! - disse ele
- De jeito nenhum, eu não quero mais nada com você!
- Eu também não!
- Então o que foi isso?
- Foi um erro! Não significou nada para mim.
- Nem para mim! Vou deitar de novo e esquecer isso.
- Eu também.
Então eles voltaram para a cama, mas nenhum dos dois conseguiu dormir direito, por não paravam de pensar naquele beijo.
O resto do fim de semana passou rápido e logo já era segunda-feira. Regina acordou bem cedo, deixou Gabi na casa da mãe, e foi para a entrevista no hotel. Estava um pouco nervosa, mas sabia que estava bem preparada e tinha boas chances de conseguir o emprego. Ela chegou, sentou na sala de espera e ficou aguardando. Quando finalmente foi chamada, teve uma surpresa ao entrar na sala.
- César? - indagou ela
- Regina, que mundo pequeno! - falou ele
- Então você é o dono do hotel?
- Eu mesmo. Sente-se, vamos começar a entrevista.
Regina se sentou e César começou a fazer as perguntas. Tudo correu muito bem, ele estava ficando cada vez mais encantado por ela, viu que tinha experiência, um bom currículo e era uma excelente profissional. Quando terminaram, ele já havia tomado uma decisão.
- O cargo de gerente é seu Regina, meus parabéns! - disse ele, estendendo a mão para ela
- Sério? Nossa, muito obrigada César, você não imagina o quanto esse trabalho é importante para mim - respondeu dela, apertando a mão dele
- Você mereceu.
- Espera um pouco... Você não está me favorecendo porque já nos conhecíamos, está?
- Claro que não, pode ficar tranquila. Estou te contratando porque você foi de longe a melhor candidata que entrevistei hoje.
- Nesse caso, quando eu começo?
- Vamos começar a funcionar na segunda-feira que vem. Mas na sexta vai haver uma festa de inauguração, posso contar com a sua presença?
- Lógico, já estou animada para começar a trabalhar.
- Acho que nós vamos nos dar muito bem - disse César, encarando Regina com olhar de desejo
Ela ficou um pouco desconfortável com isso, se despediu dele e foi embora. Terminadas as entrevistas, César se encarregou de convidar os donos de todos os estabelecimentos existentes na rua do hotel para a festa, pois queria fazer amizade, e entre eles estava o restaurante de Olga. Assim que recebeu o convite, ela ligou para Vinícius.
- Oi mãe, aconteceu alguma coisa? - perguntou ele ao atender o telefone
- Não filho, eu só queria te fazer um pedido - disse ela
- Pode fazer.
- Eu fui convidada para a festa de inauguração de um novo hotel aqui na rua do restaurante, será que você iria comigo, como meu acompanhante?
- Claro que sim mãe, vai ser um prazer. Quando é?
- Na sexta à noite. Que bom que você aceitou, anda tão tristinho que fiquei com medo de não querer.
- Estou precisando me distrair um pouco.
- Ótimo. Bom vou deixar você trabalhar agora. Um beijo.
Então os dois desligaram o telefone e voltaram ao trabalho. Vinícius ficou animado para a festa, mas nem imaginava que Regina também estaria lá. Será que vai ter confusão nessa inauguração?

Continua...

Capítulo 121 - Procurando emprego

No dia seguinte Regina acordou cedo tomou café e levou Gabi para um passeio. Elas foram no shopping e Regina comprou algumas roupinhas pra filha. Depois de almoçarem juntas, Regina resolveu passar na casa da mãe e falar sobre o que tinha acontecido. Quando Dora viu a filha achou muito estranho, pois Vinícius sempre levava Gabi cedo para sua casa.
- Oi filha! Aconteceu alguma coisa? - disse Dora preocupada.
- O Vini saiu de casa mãe, ele arrumou as malas e foi para o apartamento do Bento. - disse Regina chorando.
- Meu Deus filha! Não fica assim, vocês logo se acertam.
- Dessa vez acho que acabou tudo. Essa falta de confiança do Vinícius em mim é muito grave.
- Não se esqueça que vocês tem a Gabi para cuidar. De qualquer jeito vocês vão ter que conversar.
Regina olhou para a filha toda sorridente na cama e pensou que agora só seriam as duas juntas em casa.
Vinícius chegou no trabalho triste e Paula logo notou.
- Você está com uma cara estranha, aconteceu algo Vinícius? - disse Paula.
- Eu e a Regina brigamos de novo e fui passar uns dias no apartamento do Bento.
- Vocês não tem jeito mesmo, não conseguem ficar muito tempo sem brigar. O que aconteceu dessa vez?
- A Regina estava passando informação do restaurante da minha mãe, para a concorrência. Com isso talvez o restaurante vai ter que ser fechado. Eu acho que não dá mais pra conviver com a Regina, já foram tantas brigas.
- Eu não acho que a Regina tenha feito isso, deve ter acontecido algo muito grave. Ela sempre me disse que amava trabalhar naquele restaurante.
- Você é amiga dela Paula, entendo você achar que ela está certa. Mas tivemos provas do que ela fez. Acho melhor voltarmos ao trabalho, estou muito triste com toda essa situação.
- Eu confio plenamente na minha amiga, vocês dois precisam conversar logo. Imagino que deve estar sendo difícil mesmo. Vamos trabalhar porque hoje vai ser bem corrido.
Os dois voltaram ao trabalho e Paula pensou de procurar a amiga para dar um apoio.
Regina conversou com Dora para ela ficar com a filha na semana, porque ela ia procurar emprego no dia seguinte. Ela se despediu da mãe e foi direto pra casa. Regina estava um pouco perdida para procurar emprego, fazia um bom tempo que não precisava disso. Ela arrumou o currículo e tirou xerox na impressora que tinha em casa, apesar de tudo estava confiante que logo iria conseguir. Regina tomou um banho relaxante e deu um banho na filha, as duas se divertiram tomando banho juntas. Elas jantaram e Regina brincou um pouco com a filha. A cada dia a menina estava mais linda, ela percebeu que a sua princesinha estava crescendo. Quando ela já ia dormir, escutou a porta se abrindo.
- Oi Vinícius!  Você poderia ter avisado que vinha. - disse Regina um pouco irritada.
- Oi Regina! Essa casa também é minha e eu tenho a chave. Vim só dar um beijinho na minha filha. - disse ele seco.
- A casa é sua também sim, mas você saiu de casa. Portanto deve me avisar quando vier. - disse ela encarando ele.
- Se é assim tranquilo, da próxima vez eu aviso. Vai que te pego com outro aqui né.
- Você está me desrespeitando Vinícius, não vou admitir isso. - disse ela quase dando um tapa nele.
Ele saiu da sala e foi no quarto da filha. Gabi já estava dormindo como um anjo, ele conversou um pouquinho com a filha e lhe deu um beijinho.
- Já estou indo embora, amanhã acordo cedo. - disse ele a olhando firme.
- Pode ir Vinícius! Eu também acordo cedo, vou procurar emprego.
Vinícius ficou olhando para ela surpreso, percebeu que Regina estava com mais atitude. Na hora da despedida ele foi dar um beijo no rosto dela, mas ela fez um gesto pra ele não beijar o seu rosto. Os dois ficaram se olhando por um tempo e Vinícius saiu.
Regina procurou emprego a semana inteira e já estava ficando um pouco desanimada. Os salários estavam bem abaixo do que ela ganhava na Olga e o horário de trabalho faria ela não ter muito contato com a filha. Durante a noite Vinícius sempre ia visitar Gabi e os dois trocavam poucas palavras. 
Paula percebendo a tristeza da amiga, chamou ela para ir à praia.
- Obrigada por me chamar pra vir pra cá. Essa semana foi tão cansativa pra mim.
- Eu imagino amiga. Vou estar sempre aqui pra te apoiar. E como está a procura por emprego?
- Eu agradeço muito o seu apoio. Eu entreguei muitos currículos, mas os salários estão muito baixos e os horários péssimos pra quem tem filho. 
- É os salários não estão muito bons mesmo. Eu estava olhando no jornal e vai ser inaugurado um hotel, na mesma rua do restaurante da Olga. Eles estão contratando um gerente, pelo que li a entrevista é na segunda. O salário é bom e tem vários benefícios, como você tem bastante experiência tem muita chance.
- Nossa amiga eu preciso ir nessa entrevista, me passa o endereço e o horário certo depois. O ruim seria ter que passar na frente do restaurante da Olga todo dia, mas isso é o de menos agora. 
- Pode deixar que te passo, quando eu chegar em casa te envio mensagem com o endereço. Agora vamos curtir essa praia linda, porque merecemos muito relaxar. 
As duas estavam conversando e olhando para o mar, quando uma bola de vôlei atingiu o braço de Regina. 
- Que povo sem noção! Porque não jogam essa porcaria de vôlei longe daqui. - disse Regina irritada.
Quando César olhou pra Regina, sentiu algo diferente que não sabia explicar. 
- Eu peço desculpas por isso! Fui jogar a bola para o adversário e ele não pegou. - disse ele se abaixando próximo a Regina. 
Vinícius quando viu Regina toda linda de biquíni acabou se distraindo e nem viu a bola jogada por César. Ele ficou olhando para Regina e César conversando. Ela viu o Vinícius e percebeu que ele era o adversário que aquele cara estava falando. 
- Está desculpado! Mas não faz isso de novo.
- Pode deixar! Mil desculpas. - disse César a olhando encantado.
- Vem logo César!  Vamos continuar o jogo. - disse um colega do vôlei. 
Regina ficou deitada na areia de bruços, juntamente com Paula. De repente o garoto do quiosque trouxe duas águas de coco.
- Eu não pedi nada moço. - disse Regina confusa.
- Aquele homem ali, pediu pra entregar pra vocês. - disse o garoto apontando para César. 
- Obrigada então. - disse Regina olhando para César. 
- O coroa ficou louco por você amiga, não tirava os olhos de você. - disse Paula rindo.
- Você está brincando só pode, ele deve ser casado. E eu estou fugindo de problemas, já não basta o Vinícius contra mim.
César se aproximou de Regina novamente e Vinícius com muito ciúme foi falar com eles.
Será que Vinícius vai brigar com César? 

Continua...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Capítulo 120 - A bomba explodiu

Olga pediu que Regina ficasse para receber os clientes, e foi até o restaurante de Eduardo. Assim que se aproximou da entrada, ela viu um cartaz dizendo que todos os clientes novos ganhariam um drink de cortesia. Logo abaixo havia um aviso sobre o novo cartão de fidelidade: o cliente que acumulasse cinco selos, teria desconto na próxima refeição. Olga ficou indignada, pois eram as mesmas ideias que ela e Regina haviam tido, e na mesma hora foi contar para a nora o que tinha visto. 
- O que? Como assim eles tiveram as mesmas ideias que a gente? - disse Regina, espantada depois de ouvir a sogra 
- É coincidência demais! De alguma forma eles roubaram as nossas ideias - falou Olga
- Mas como? Será que o Fred falou para eles?
- Não, ele foi demitido antes de termos essas ideias. Há outro traidor entre nós e eu vou descobrir quem é!
Enquanto isso, do outro lado da rua, Eduardo estava feliz, comemorando o sucesso da primeira etapa de sua armação. Deixou Bruninha no comando e chamou um entregador, que estranhou o pedido para entregar um envelope no restaurante em frente.
- Porque o senho não entrega pessoalmente? - perguntou o rapaz
- A proprietária não pode saber que fui eu quem mandou. Não me faça perguntas, só entregue aos cuidados de Olga e diga que são documentos sobre um assunto muito importante - respondeu Eduardo
- Sim senhor.
Dizendo isso, o entregador pegou o envelope com as fotos de Regina conversando com Bruninha e se retirou. Chegando no restaurante de Olga, ele pediu para falar com a proprietária, que recebeu a entrega e voltou para sua sala, sem imaginar o que estava em suas mãos. Poucos minutos depois, chamou Regina e disse que precisava conversar com ela em particular.
- Aconteceu alguma coisa Olga? - perguntou Regina, preocupada - Aquele envelope tinha alguma coisa sobre o restaurante?
- Sim, e sobre você também. O que significa isto? - questionou Olga, mostrando as fotos
- Quem te mandou isso?
- Não importa Regina. O que interessa é que agora eu sei quem é a traidora.
- O que? Eu não fiz nada! A Bruninha esteve aqui sim, mas foi para pedir emprego.
- Para de mentir! Essas fotos mostram claramente vocês duas entrando aqui, e uma das folhas da pasta de ideias sumiu, o que quer dizer que você deu para essa garota!
- Eu nunca faria uma coisa dessas! Ela chegou aqui chorando, disse que o Eduardo demitiu ela, então eu quis ajudar, trouxe ela aqui e dei um copo d'água foi só isso!
- Desculpa Regina mas com todas essas evidências, está difícil acreditar em você. Quero que essa Bruninha venha até aqui para confirmar essa história.
- Você precisa que alguém confirme para acreditar em mim Olga?
- O que aconteceu foi muito grave Regina, não posso ter dúvidas!
- Tudo bem eu chamo ela aqui. E o Eduardo também, assim é mais uma testemunha.
Regina ligou para Bruninha, que chegou poucos minutos depois, acompanhada do chefe. Eles já haviam bolado um plano, caso que precisassem conversar com as duas. Olga também quis que Vinícius fosse até lá para ajudar como advogado. Quando já estavam todos reunidos, Regina contou novamente o que tinha acontecido e Eduardo e Bruninha negaram tudo.
- Eu jamais demitiria a Bruninha, ela é minha melhor funcionária - mentiu Eduardo
- É isso nunca aconteceu - continuou ela - Foi você quem me chamou aqui, esqueceu Regina?
- Como é? - perguntou Olga
- Isso mesmo, ela foi me procurar, disse que queria me passar umas ideias que vocês não iam usar.
- É mentira! - falou Regina, um pouco alterada - Por que eu faria isso?
- Para aceitar a proposta que o Eduardo te fez, eu percebi que você ficou tentada - disse Vinícius - Se o restaurante da minha mãe fechasse, você ficaria livre para ir trabalhar com ele.
- Nem você acredita em mim amor? Não acredito que está desconfiando de mim outra vez - falou Regina, quase chorando
- Não estou desconfiando, estou analisando os fatos. E infelizmente todos eles estão contra você - respondeu Vinícius
- Eu não mentiria sobre algo tão grave - dissimulou Bruninha - E como eu teria conseguido as ideias, se não fosse através da Regina?
- Com certeza você roubou o papel enquanto eu fui buscar água para você! - exaltou-se Regina
- Como eu ia roubar se nem sei onde vocês guardam essas coisas? - retrucou a periguete
- Regina, me dói fazer isso mas vou ter que te demitir - falou Olga
- Não é possível que você vai confiar mais nesses pilantras do que em mim! - disse Regina
- Sinto muito, mas nenhum dos dois confirmou a sua versão da história - continuou Olga - Bruninha, Eduardo, vocês já podem ir, obrigada.
Os dois se retiraram satisfeitos com o resultado da armação, enquanto Regina ficou olhando para Olga e Vinícius, incrédula.
- Como vocês podem achar que eu seria capaz de uma coisa dessas? - indagou ela
- Você me confessou que queria um salário maior do que o que minha mãe te paga - disse Vinícius
- Eu queria, mas está difícil acreditar em você Regina, é a palavra deles contra a sua, e os fatos estão me levando a crer que você traiu sim a minha confiança - falou Olga
- Você está cometendo um grande engano - disse Regina, deixando cair uma lágrima
- Pode ser que eu esteja, mas com essas suspeitas, não posso permitir que você continue trabalhando aqui. Por favor, peço que se retire do restaurante.
- Vinícius, você também acha que eu estou mentindo? Vai deixar a sua mãe me demitir?
- É melhor você ir para casa Regina - falou Vinícius, sério - Preciso voltar para o escritório, mais tarde a gente conversa.
Regina pegou suas coisas e foi para a casa de Dora, que estava tomando conta de Gabi. Ela chorou muito e desabafou com a mãe, que ficou chocada ao ouvir tudo.
- Que absurdo eles terem feito isso com você minha filha! - disse ela
- Eu estou com mais raiva do Eduardo e da Bruninha, aqueles dois me fizeram passar por mentirosa!
- Dorme aqui hoje Regina, você já passou por muita coisa hoje.
- Não poso mãe, o Vinícius quer conversar comigo, eu vou embora. Qualquer coisa te ligo.
Regina se despediu de Dora com um abraço apertado, e foi para casa com medo da conversa que teria com o marido. Ela chegou, tomou um banho, colocou Gabi no berço e ficou pensando, tentando digerir tudo que tinha acontecido. Quando já estava escurecendo, Vinícius finalmente chegou.
- Oi - disse ele, meio seco
- Oi - respondeu ela, triste - Vinícius por favor diz que você acredita em mim!
- Infelizmente não posso. Eu passei a tarde pensando em como a Bruninha pode ter conseguido as ideias, e todos os caminhos levam a você.
- Então você está dizendo que tem certeza que eu menti.
- Não, eu estou dizendo que não sei em quem acreditar! Não sei nem o que pensar!
- Depois de tanto tempo juntos, o mínimo que eu esperava era que você confiasse em mim!
- Eu estou tentando, mas se coloca no meu lugar! - disse ele, um pouco nervoso - Vou para a casa do Bento, por favor não me procure a não ser que seja para falar da Gabi. Preciso de um tempo para digerir tudo isso.
- E quem disse que eu ia te procurar? Depois das acusações que sofri hoje, eu é que não quero mais te ver na minha frente! - esbravejou ela
Depois disso, Vinícius foi para o quarto, fez uma mala e saiu, sem trocar mais uma palavra com Regina, e os dois passaram aquela noite totalmente arrasados. E agora, será que o casal se separou definitivamente? E Eduardo e Bruninha, vão se safar dessa?

Continua...

Capítulo 119 - Surpresa ousada

Eduardo estava feliz com o plano e foi contar pra Bruninha.
- Você vai ter que ajudar no plano que eu tive. Dessa vez a gente separa esse casalzinho meloso.
- Estou ansiosa para saber esse plano, fala logo Edu. - disse Bruninha animada.
- Na segunda feira vai ter uma reunião para discutir novas idéias para o restaurante e você vai ter que roubar essas idéias.
- Mas como eu vou conseguir? A Regina me odeia e jamais vai deixar eu entrar no restaurante.
- Você precisa dar uma de atriz Bruninha. Entra lá e fala que foi demitida, faz um drama e pede emprego. Você pode pedir algo e quando ela sair pegar as idéias. Ela deve ter colocado em alguma pasta da sua sala.
- Você é demais com esses planos. Acho melhor eu fazer esse teatro hoje, porque essa reunião deve começar cedo na segunda. Vou perto do final do expediente.
Os dois combinaram mais alguns detalhes do plano e voltaram a trabalhar.
Regina estava atendendo um cliente e Olga pediu que depois ela fosse em sua sala. Regina estranhou o pedido da sogra e depois de atender o cliente foi falar com ela.
- Aconteceu alguma coisa Olga? - disse Regina preocupada.
- Está tudo bem, pode ficar tranquila. A Erica vai ter que sair e eu vou ficar com minha netinha um pouco, você pode cuidar do restaurante.
- Posso sim Olga! Pode ir tranquila.
- Eu quero que a nossa amizade volte a ser como antes. Você sabe que te considero uma filha.
- Eu espero que volte mesmo, vamos virar aquela página ruim. Eu te considero como uma mãe também.
As duas deram um abraço carinhoso e Olga se despediu de Regina.
Bruninha estava saindo do restaurante do Edu e viu o momento que Olga saiu do restaurante, achou que seria a melhor oportunidade para falar com Regina. Ela atravessou a rua e viu Regina na porta do restaurante. Edu percebeu que Regina estava distraída conversando com Bruninha e tirou fotos das duas. Bruninha estava desesperada e chorando muito.
- O que aconteceu Bruninha, porque você está chorando? - disse Regina confusa.
- Eu fui demitida Regina! Eu não posso ficar sem trabalhar. - disse ela chorando desesperada.
- Mas porque o Edu te demitiu?
- Ele falou que vai contratar uma parente dele e que não tinha outro cargo pra mim.
- Eu entendo a sua tristeza, mas não posso te ajudar. Aqui no restaurante não temos nenhum cargo pra você.
- Eu vim pra você guardar meu currículo, quem sabe mais pra frente abre uma vaga.
- Vem na minha sala pra gente conversar um pouco. Não fica assim Bruninha, logo mais você consegue um trabalho.
Regina levou Bruninha em sua sala e foi buscar um copo de água pra ela. Bruninha aproveitou esse momento e viu uma pasta que estava escrito " Idéias novas para o restaurante ". Ela pegou uma das folhas guardou na bolsa e ficou esperando a 
Regina voltar.
Regina chegou com um copo de água e Bruninha tomou fingindo estar mais calma.
- Muito obrigada Regina! Você me acolheu tão bem, mesmo depois de todas nossas brigas.
- Nessas horas Bruninha temos que ajudar o próximo, mesmo que ele tenha nos feito mal.
Bruninha se despediu de Regina e quando chegou no restaurante do Edu, estava rindo e ele logo quis saber o motivo.
- Pelo jeito o plano deu certo. - disse Edu.
- Consegui pegar uma folha que tinha as novas idéias do restaurante. Agora a Regina vai se ferrar e vai ser demitida de lá.
- A Regina vai trabalhar comigo e eu vou conquistar ela finalmente. Aquele idiota do Vinícius vai terminar com ela. - disse Edu rindo.
Os dois comemoraram brindando com champanhe. Eles já estavam no fim do expediente e Edu levou Bruninha em casa como agradecimento.
Vinícius chegou no restaurante e encontrou Regina sentada pensativa.
- Oi meu amor! Que carinha é essa?
- Oi meu amor! Não é nada, só estava pensando na minha vida.
- Eu estava incluído nesses pensamentos. - disse Vinícius pegando na mão dela.
- Você sempre está incluído, porque eu te amo. - disse ela dando um selinho nele.
Olga chegou e viu o clima de romance do casal. Eles conversaram um pouco com ela e foram buscar a Gabi na casa da Dora. Os dois buscaram a filha, conversaram um pouco com Dora e se despediram, pois estavam muito cansados do trabalho.
Vinícius e Regina chegaram em casa,  colocaram a filha pra dormir e foram tomar um banho relaxante. Após o banho eles fizeram uma refeição leve e foram para o quarto. Vinícius estava louco pra fazer amor com Regina, mas ela estava tão cansada que acabou se esquivando dele.
- Estou louco pra sentir seu corpo no meu. - disse Vini no ouvido dela.
- Hoje estou muito cansada, vamos deixar pra amanhã.
- Se você prefere assim, vamos deixar pra amanhã então. - disse ele um pouco chateado.
- Eu não quero que você fique chateado comigo Vinícius, mas hoje não dá mesmo.
Regina no fundo ainda estava chateada com a desconfiança de Vinícius e Olga. Ela temia que qualquer coisa estranha que acontecesse no restaurante, ela poderia ser considerada a culpada. Os dois dormiram cada um virado para um lado, mas no meio da noite Vinícius abraçou ela por trás e ficou cheirando o seu pescoço.
No dia seguinte Vinícius deixou Regina no restaurante e foi direto para o escritório. Ele sentiu que ela ainda estava magoada e pensou em fazer algo que deixasse ela surpresa. Ele estava pensativo em sua sala, quando Paula bateu na porta.
- Oi Vini! Estou te sentindo bem pensativo hoje, aconteceu alguma coisa? - disse Paula.
- Oi Paula! É que eu e a Regina tivemos um desentendimento, nós fizemos as pazes mas eu sinto que ela está chateada ainda.
- Nossa Vini que chato isso! A Regina demora um pouco para perdoar, você vai ter que ter muita paciência.
- Estou pensando em fazer uma surpresa pra ela, algo bem ousado. Quero fazer ela rir e deixar ela com vontade de ficar comigo.
- Acho que já sei o que você pode fazer. Ela comentou comigo uma vez que gostaria que um homem que ela gostasse vestisse uma fantasia. E ela tem vontade de ver um strip tease masculino. Sei que pode ser um pouco constrangedor pra você, mas isso seria uma ótima surpresa.
- Você me deu uma ótima idéia Paula, pensei em algo desse tipo mesmo. Eu já queria fazer essa surpresa pra ela tem um tempo, esse é o momento ideal pra isso. Vou falar com o chefe para usar o banco de horas e passar numa loja de fantasias que tem aqui perto.
- Que bom que você gostou da idéia,  vocês dois merecem ser felizes. Só fico imaginando a cara da Regina quando te ver fantasiado. - disse Paula rindo.
- Muito obrigado Paula! Estou muito animado pra por essa idéia em prática.
Os dois voltaram a trabalhar e Vinícius agora estava mais animado.
O dia passou rapidamente e Vinícius conseguiu a permissão para sair mais cedo. Ele comprou a fantasia e foi buscar Gabi na casa de Dora. No meio do caminho avisou a mãe que não poderia buscar Regina, porque teve alguns problemas para resolver. Quando chegou em casa brincou um pouco com a filha e depois a colocou para dormir. Ele tomou  banho e depois começou a fazer o jantar.
Regina chegou e sentiu o cheiro da comida vindo da cozinha.
- Você está fazendo o que de bom aí Vinícius? - disse ela entrando na cozinha.
- Estou fazendo aquele risoto com frango desfiado que sei que você adora.
- Eu adoro quando você cozinha pra mim, estava com saudade disso.
- Eu adoro ver esse sorriso, quando cozinho pra você. - disse ele abraçando ela e te dando um beijo suave.
Vinícius falou para ela tomar banho, pois a comida estava quase pronta. Regina foi no quarto deu um beijinho na filha que estava dormindo e foi tomar banho. Quando ela voltou a mesa estava posta e ela se sentou satisfeita para comer.
- Espero que você goste, meu amor! - disse Vinícius a olhando carinhosamente.
- Você cozinha muito bem, imagino que está ótimo.
Eles jantaram tranquilamente e Regina elogiou muito a comida dele.
- Eu tenho uma surpresa pra você hoje, mas você vai ter que esperar na sala.
- Que carinha é essa Vinícius? Eu te conheço o que você está aprontando.
- Vai pra sala e quando tiver tudo pronto eu te chamo.
Regina foi pra sala e ligou a televisão. Vinícius se vestiu e colocou todos os acessórios, estava satisfeito com sua imagem no espelho.
- Meu amor, pode vim estou te esperando no quarto.
Quando Regina entrou e viu ele vestido de policial, começou a rir sem parar.
- Você se fantasiou pra mim, eu sempre quis isso. Um policial bem gato pra me satisfazer. - disse ela mordendo o lábio.
- Então você ficava flertando com os policiais por aí. Você é uma safadinha. - disse ele a olhando com desejo.
- Claro que não, meu amor. Eu queria que você fosse meu policial. Ninguém ia ficar tão lindo nesse uniforme. - disse abraçando ele.
- Nada de abraço! Eu vou te revistar porque você é suspeita de um crime.
- Mas eu não cometi nenhum crime. - disse Regina entrando na brincadeira.
- Cometeu sim! Você roubou meu coração. - disse Vinícius beijando seu pescoço.
Ele veio por trás dela e começou a passar a mão por todo o seu corpo, ela estava se controlando pra não pular em cima dele. Em um movimento rápido ele tirou a calcinha dela e foi levantando sua camisola devagar. Ela se rendeu a ele e deitou na cama. Vinícius vendo ela toda entregue não resistiu e a colocou em seu colo.
- Agora você vai fazer, o que o policial aqui mandar. - disse ele bem ofegante.
- Eu faço tudo que você quiser.
- Eu que vou comandar tudo aqui! Fica bem quietinha, que o show vai começar.
Vinícius ligou o som no quarto e começou a fazer um strip tease, deixando Regina louca pra agarrar ele. Aos poucos ele foi tirando toda a roupa e ficou só de cueca.
- A cueca eu deixo você tirar, meu amor. - disse ele com desejo.
Regina tirou a cueca dele rapidamente e Vinícius a deitou bruscamente na cama e começou a se movimentar com rapidez, ela arranhou as costas dele e gemeu em seu ouvido. A cada movimento dele mais forte, ela gemia mais alto. Vinícius começou a morder o pescoço dela e beijou sua barriga e foi descendo devagar, ela fez carinho nos cabelos dele. Ele foi chupando o corpo dela e ela foi puxando os seus cabelos. Vinícius fez um movimento bem forte e os dois chegaram no clímax juntos.
- Você é demais Regina! Adoro fazer amor assim com você. - disse ele ofegante.
- Eu amei a surpresa, meu policial gostoso. - disse ela abraçando ele.
Os dois trocaram alguns beijos e depois dormiram agarradinhos.
O final de semana chegou, Regina e Vinícius levaram Gabi para passear no shopping. Os três almoçaram e compraram roupas para eles e brinquedos para a Gabi.
Simone e Fernando estavam encantados com o filho, estavam se dando muito bem morando juntos. Eles já queriam oficializar a união, só estavam esperando o filho ficar maior.
O fim de semana passou bem rápido e já era segunda feira. Regina chegou no restaurante e começou a pensar que eles poderiam começar a usar as idéias novas para o restaurante.
Edu abriu o restaurante mais cedo e já colocou as idéias roubadas de Regina em ação. Ele orientou os funcionários e eles já sabiam informar todas as promoções para os clientes. Bruninha já estava rindo pois sabia que Regina ia se dar muito mal com isso.
Regina estava sentindo uma angústia e não sabia o motivo. Olga entrou no restaurante muito preocupada pois o restaurante de Edu estava com um grande movimento de clientes.
- Bom dia Regina! Estou estranhando ter tanto cliente no restaurante de frente.
- Bom dia Olga! Eu não cheguei a ver essa movimentação ainda. Mas achei estranho o movimento de clientes aqui estar tão baixo.
- Meu Deus! Desse jeito vamos ter que fechar o restaurante. Se esse movimento continuar assim, não vamos ter outra escolha.
- Calma Olga! Precisamos entender o porquê do restaurante do Edu estar tão cheio.
As duas pensaram e resolveram ir ver se Edu tinha colocado alguma promoção no restaurante.
Será que vão descobrir que armaram pra Regina? E o restaurante de Olga vai ser fechado?

Continua...