sábado, 24 de outubro de 2015

Capítulo 30 - Quase cedendo

Vinícius ficou apavorado ao ouvir aquilo, a última coisa que ele queria era se afastar de Regina, não suportaria ficar longe do amor de sua vida, ainda mais durante a gravidez.
- Regina, você não pode fazer isso comigo, aliás com a gente. Eu não vou conseguir me afastar e sei que você, mesmo não admitindo, também não vai aguentar ficar longe de mim - falou ele, desesperado
- Vinícius, nós estamos brigando demais, eu estou me estressando, e tenho medo disso prejudicar a bebê.
- Eu sou o pai dessa menina, acompanhar a gravidez é um direito meu, você não pode tirar isso de mim.
- Você perdeu esse direito quando começou a se envolver com aquela estagiária periguete que é muito mais nova que você - falou Regina, tentando disfarçar o ciúme
- Quantas vezes eu vou ter que dizer que não tenho nada com a Patrícia? Já te expliquei que ela me beijou a força e que eu não sinto nada por ela. Por que você não acredita em mim?
- Não tem como eu ter certeza que isso é verdade mesmo...
- Mas porque eu mentiria?
- Porque você sabe que pega mal ficar com uma garota tão nova, ainda mais quando vai ter uma filha com outra.
- Regina, eu nunca mentiria para você, principalmente quando você está grávida e eu sou o pai. A Patrícia é só uma garota chata que não larga do meu pé. A única mulher que eu amo e queria que ficasse comigo para o resto da vida, é você!
- Vinícius, eu já disse que prefiro que a gente fiquei só na amizade nesse momento... - falou Regina, balançada com essa declaração de Vinícius
- Peraí, então isso quer dizer que somos amigos de novo?
- Eu percebi que você foi sincero com relação a essa história da Patrícia, e além disso eu não posso te afastar da sua filha. Mas tem uma condição, chega de brigar.
- Claro, pode deixar - falou Vinícius, satisfeito pois continuaria tendo Regina por perto, mesmo que como amiga
- Não quero ser grosseira, mas será que você pode ir agora, Vinícius? Eu realmente preciso descansar.
- Lógico, eu preciso voltar ao trabalho também. Mas antes de eu ir, amanhã é sábado, então eu pensei que se você estiver se sentindo melhor, nós poderíamos almoçar juntos, já que o almoço de ontem deu errado.
- Tudo bem, eu estou te devendo isso, como um pedido de desculpas por não ter acreditado em você. Eu te ligo para confirmar, mas acredito que amanhã vou estar melhor sim.
- Ótimo, até amanhã então. Qualquer coisa que precisar, conta comigo tá?
Vinícius voltou para o escritório feliz, pois havia conseguido fazer as pazes com Regina novamente, e trabalhou o resto do dia pensando nela. Quando o expediente terminou, ele ligou para ela querendo saber se estava tudo bem, e como ela disse que estava se sentindo bem melhor, ele foi direto para casa, pois estava muito cansado.
No dia seguinte, Vinícius acordou ansioso para almoçar com Regina. Ela ligou dizendo que estava se sentindo muito bem, então ele se arrumou e, no horário marcado, foi buscá-la em casa.
Vinícius levou Regina a um novo restaurante que ele tinha ouvido falar que era ótimo, e tudo correu da melhor maneira, os dois enfim estavam se dando bem de novo. Porém na saída, Regina sentiu uma fraqueza, pois o dia estava muito quente.
- Acho que eu não devia ter tirado você de casa. Vem, vamos para o meu apartamento que é mais perto daqui  - falou Vinícius, apavorado
Quando chegaram, ela sentou-se no sofá, enquanto ele foi pegar um copo de água e depois se juntou a ela. Regina tomou a água e em instantes estava se sentindo melhor, então olhou para Vinícius viu que ele parecia preocupado.
- Ainda está sentindo alguma coisa? Quer que eu te leve ao médico? - perguntou ele
- Vinícius, calma, eu já estou bem
- Tem certeza, Regina?
- Tenho, fica tranquilo. Foi só um mal estar por causa do calor. Eu estou bem, e nossa filha também, tá? - disse ela, pegando nas mãos de Vinícius para acalmá-lo.
- Que bom, você me assuntou... Fico desesperado só de pensar que pode acontecer algo com a nossa filha, ou com você - falou ele, fazendo carinho no rosto dela
Então os dois ficaram se olhando e começaram a se aproximar lentamente, até que se beijaram. Vinícius colocou as mãos na cintura de Regina, a puxando para mais perto. e ela se deixou levar e passou os dedos nos cabelos dele. Assim o beijo foi ficando mais intenso, o clima começou a esquentar, e Vinícius começou a beijar o pescoço de Regina, que já estava quase entregue, até que ele começou a tentar tirar sua blusa. Nesse momento ela voltou a si e recuou.
- Vinícius... Para, por favor... - disse ela, ofegante, afastando-se dele
- Por que? Eu sei que você quer isso tanto quanto eu - falou Vinícius, beijando Regina novamente
- Não... Me solta... - pediu ela, saindo do beijo. Estava se esforçando para resistir - Eu falei que prefiro ficar só na amizade até nossa filha nascer e gostaria que você respeitasse isso.
- Eu não beijei você à força, Regina, foi mútuo. Você precisa parar de fugir dos seus sentimentos!
- Nosso namoro teve tanta confusão, tantas brigas e mal entendidos... Eu realmente acho melhor esperar nossa filha nascer, para depois decidir como vamos ficar.
- Tudo bem, prometo me esforçar mais. Mas peço desculpas antecipadamente se eu não conseguir resistir, e acabar de beijando de novo - disse Vinícius, fazendo Regina rir
- Acho que preciso ir embora agora...
- Você não está passando mal de novo, está?
- Para de se preocupar tanto Vinícius, só estou um pouco cansada.
- Eu sempre vou me preocupar com você. Vem, eu te levo.
Quando chegaram na porta da casa de Regina, os dois se despediram amigavelmente e Vinícius voltou para o apartamento confiante de que agora estava mais perto de reconquistar a amada.
Três meses se passaram e Regina e Vinícius continuavam amigos. Era muito difícil para ele resistir ao desejo e ao amor que sentia por ela, mas sabia que precisava ter paciência. Apesar de ainda estar um pouco apreensivo com a proximidade de Regina e Alex no trabalho, Vinícius tinha certeza de que ela ainda o amava.
Era segunda-feira e Vinícius estava ansioso no trabalho pois iria com Regina ao médico, à tarde, para realizar mais um ultrassom e saber se estava tudo bem com a bebê. Ele estava separando alguns processos quando alguém bateu na porta de sua sala.
- Pode entrar - falou ele
- Oi Vinícius, está muito ocupado? Preciso conversar com você - era Patrícia, que ainda não tinha desistido dele
- Só se for sobre o trabalho, e seja rápida - respondeu ele, friamente
- Não tem a ver com o trabalho, mas é importante.
- Então pode sair da minha sala.
- Viu? É sobre isso que eu queria falar. Para de me tratar assim, Vini, não tem mais como negar essa atração que existe entre nós dois - disse ela, se aproximando
- Que atração, Patrícia? Você é que cismou comigo, sei lá por que. Me deixa em paz, você já me causou muitos problemas.
- Não adianta se fazer de difícil, isso só me deixa ainda mais atraída - falou ela, colocando as mãos no pescoço de Vinícius
- Me larga, garota! - disse Vinícius, pegando os pulsos da estagiária e tentando afastá-la de si
Nesse momento a porta da sala se abriu, e era Teresa, a dona do escritório, que estava fazendo uma visita, para ver se tudo estava funcionando como deveria.
- Mas o que está acontecendo aqui? - perguntou ela, espantada
- Dona Teresa, ainda bem que a senhora chegou! O Doutor Vinícius estava tentando me agarrar à força! - fingiu Patrícia, fazendo cara de assustada
- Não foi nada disso! Teresa, por favor, não acredita nessa garota! Ela é que fica se insinuando para mim, desde o dia em que chegou aqui. Já tentei cortar de várias maneiras, mas ela insiste!
E agora, em quem Teresa vai acreditar? Será que Vinícius perderá o emprego?

Continua...

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