No dia seguinte, Vinícius não estava com a menor vontade de ir trabalhar. Depois de acordar, ele continuou deitado o quanto pôde, abraçado com Regina, pois não queria que aquele momento terminasse. Poucos minutos depois, o despertador tocou e ela acordou.
- Bom dia - falou ele, beijando o pescoço dela
- Me solta, por favor... - pediu ela, ainda sonolenta
- Nossa, é assim que você me trata, depois da noite maravilhosa que a gente teve?
- Nós não voltamos a ser um casal, lembra? Essa noite foi uma despedida, como a gente tinha combinado.
- Ontem foi tão bom que eu pensei que você ia mudar de ideia...
- Vinícius, eu não quero voltar, não esqueci o que você fez.
- De novo isso? Eu já cansei de falar que não fiz aquilo...
- Para, eu não quero discutir essa história de novo.
- Tá, não falo mais nisso. Não quero que a gente acabe brigando.
- Vai colocar sua roupa então, nós temos que ir trabalhar.
Ele se vestiu e os dois foram para a cozinha tomar café. Depois de comerem, Vinícius se ofereceu para levar Regina ao trabalho, e ela aceitou, pois se fosse de ônibus ia se atrasar. Quando estavam quase chegando, ele parou o carro um quarteirão antes do restaurante.
- Por que você estacionou aqui? - perguntou ela
- Eu quero fazer uma coisa, e não pode ser em frente ao restaurante. Com certeza o Ricardo vai estar lá.
- Sim, ele vai substituir o Alex... Eu não estou entendendo Vinícius, o que é que você quer fazer?
Vinícius não disse mais nada, apenas se aproximou de Regina e a puxou para um beijo. Ela acabou correspondendo, acariciando os cabelos dele, mas logo voltou a si.
- Para com isso... Eu já te dei a despedida que você queria - disse ela, um pouco ofegante
- Foi só um beijo - falou ele
- Que não devia ter acontecido. Quer saber, acho que vou a pé até o próximo quarteirão.
- Calma, não precisa, eu te deixo lá.
Vinícius levou Regina até a porta do restaurante e seguiu para o escritório. O dia passou devagar e ele teve muita dificuldade em se concentrar no trabalho, ainda mais porque estava sozinho e os processos eram muito complicados. No fim do expediente, ele só pensava em ir para casa e descansar. Porém, quando chegou no apartamento, levou um susto. Bento havia deixado o local todo bagunçado, havia uma pilha de louça suja e restos de comida na pia, roupas espalhadas pela sala e uma toalha molhada em cima do sofá.
- Mas o que aconteceu aqui? - perguntou ele ao amigo, que estava vendo televisão
- Relaxa cara, é só uma bagunça pequena - respondeu Bento
- Pequena? Parece que passou um furacão aqui!
- Para de ser exagerado Vini!
- Não é exagero, se é pra gente dividir o apartamento, você tem que contribuir para manter tudo arrumado, não dá pra viver nessa sujeira!
- Dá um tempo, você é certinho demais!
- Eu só não quero morar em um chiqueiro! Chega, eu não vou conseguir relaxar aqui, vou passar a noite em um hotel!
- Vai então, eu é que não vou impedir!
Vinícius fez uma pequena mala e saiu, deixando Bento sozinho. No entanto, não conseguiu encontrar vaga em nenhum hotel, pois estava acontecendo uma convenção na cidade, e todos estavam lotados. Ele não podia ir para a casa de Olívia, pois ela estava viajando. A casa de sua mãe também não era uma opção, pois estava em obra por causa de uma infiltração, nem Érica estava dormindo lá. Sua única alternativa foi recorrer a Regina, que ficou surpresa ao vê-lo na porta de sua casa.
- Vinícius? O que você está fazendo aqui, veio ver a Gabi de novo?
- Oi Regina. Na verdade, estou precisando de um lugar para passar a noite...
- O que? Como assim?
Ele entrou, contou a ela o que havia acontecido e explicou que não conseguira encontrar nenhum lugar para ficar naquela noite.
- Nossa, você e o Bento são tão amigos. Não consigo imaginar vocês brigando - disse ela, depois de ouvi-lo
- Eu já estava incomodado com a bagunça dele há um tempo, e hoje foi a gota d'água. E para piorar eu cheguei muito estressado do trabalho.
- Bem, espero que vocês se acertem logo.
- Eu vou conversar com ele depois, mas hoje não tinha condição de eu ficar lá. Será que eu posso dormir aqui?
- Claro, eu não vou te deixar dormir na rua, mas tem uma condição. Não tente nada comigo.
- Tudo bem, eu vou tentar me controlar. Obrigado.
Enquanto Vinícius se ajeitava na casa de Regina, Olívia estava em São Paulo, muito preocupada com a saúde da mãe. Como precisava espairecer um pouco, decidiu sair para jantar, aproveitando que sua irmã estava em casa. Foi a um lugar que já conhecia e achava muito bom, sentou-se e pediu um refrigerante, não estava com ânimo para a beber. Pouco tempo depois Alex chegou, coincidentemente, no mesmo restaurante. Ele viu Olívia sentada, sozinha, mas não quis cumprimentá-la, pois ainda estava com raiva, pela briga que ela havia tido com Regina. Além disso, estava cansado, depois de passar o dia cuidando de negócios, então apenas entrou sem olhar para ela. Alguns minutos depois, Olívia percebeu que Alex estava ali, e decidiu ir até a mesa dele para conversar.
- Oi Alex, que surpresa te encontrar aqui - falou ela, ao se aproximar
- Boa noite, Olívia. Eu vim tratar de negócios aqui em São Paulo. Agora se me der licença, eu quero ficar sozinho - respondeu ele
- Você ainda está chateado por causa daquela confusão no seu restaurante, não é?
- Queria o que? Você armou aquele barraco todo na frente dos meus clientes e agrediu a Regina!
- Eu sei que foi infantil da minha parte fazer aquilo, vim até aqui justamente para pedir desculpas. É que eu ando muito nervosa, estou passando por um momento difícil... - dizendo isso, ela deixou cair algumas lágrimas
- Calma Olívia - disse Alex, preocupado - Me desculpa, eu não queria te fazer chorar
- Não estou chorando por sua causa. É que minha mãe está mal de saúde, fico muito abalada quando falo nesse assunto...
- Nossa eu nem imaginava... E é por isso que você está aqui em São Paulo?
- Sim, minha mãe mora aqui. Eu estava com ela antes de vir jantar.
- Olívia, eu percebi que você não anda muito bem e está arrependida do que fez. Então vamos esquecer tudo aquilo, tá?
- Eu acho ótimo, que bom que você me perdoou. Amigos de novo?
- Com certeza, amigos.
- Bom, agora que está tudo resolvido, vou voltar para a minha mesa.
- Não precisa, fica aqui e janta comigo. Vai ser bom para você se distrair um pouco.
- Tudo bem, já que você insiste.
Olívia se sentou ao lado de Alex e eles pediram comida, depois começaram a conversar animadamente. Em poucos minutos ela já estava mais alegre e rindo, o jantar acabou sendo mais divertido do que eles imaginavam. No final, quando estavam terminando a sobremesa, eles foram pegar um guardanapo ao mesmo tempo, e suas mãos se tocaram. Eles se olharam, ambos um pouco sem graça e começou a rolar um clima. Os dois foram se aproximando devagar, sem perceber, e quando estavam quase se beijando, o celular dela tocou.
- É minha irmã, preciso atender - disse ela, desviando o olhar para o aparelho
- Claro, pode ser alguma coisa importante.
Olívia atendeu a irmã, falou com ela rapidamente e se virou de novo para Alex.
- Eu tenho que ir agora, minha irmã vai ao supermercado e nossa mãe não pode ficar sozinha. Mas muito obrigada pela noite, foi muito bom conversar com você.
- Igualmente, desejo melhoras para sua mãe. Também já vou indo, tive um dia muito cansativo.
Eles então se despediram e foram cada um para seu lado. Os dois estavam muito confusos, pois não paravam e pensar naquele quase beijo e não conseguiam entender o que estava acontecendo com eles.
De volta ao Rio de Janeiro, Regina e Vinícius estavam se preparando para dormir. Ele estava indo tomar banho, quando encontrou Érica no corredor.
- Oi maninha, vai dormir aqui também? - perguntou ele
- É vim passar a noite com o Lucas, por causa da obra lá em casa. Eu não queria deixar a mamãe sozinha, mas ela insistiu pra eu não ficar lá por causa da gravidez. Espera aí, como assim também? Você e a Regina...
- Não, a gente não voltou. Eu briguei com o Bento e vim passar a noite aqui, longa história...
- Sei... - disse Érica, com ironia
- Para com isso, estou falando sério. Agora deixa eu passar.
- Tá bom, boa noite mano.
Depois do banho, Vinícius foi para o quarto e como estava muito calor, decidiu ficar sem camisa. Quando Regina chegou, ficou desconcertada ao vê-lo assim, mas tentou ignorar e foi até o berço ver Gabi.
- Ela já dormiu, né? - perguntou ele
- Já sim. E vai continuar aqui, para garantir que você não vai tentar nada comigo - respondeu ela
- Tá bom, vamos dormir então?
- Vamos.
Eles se deitaram, mas não conseguiam relaxar, era muito difícil estarem tão próximos e não se tocarem. Vinícius estavam se segurando para não agarrar Regina. Depois de algum tempo, enfim conseguiram dormir.
No meio da noite, Gabi começou a chorar e acordou os dois. Regina se levantou, acendeu a luz, e Vinícius se sentou na cama.
- Está tudo bem? - perguntou ele, enquanto ela pegava a menina no colo
- Sim, acho que ela só está com fome. Fica com ela um pouquinho?
- Fico, pode deixar.
Regina foi até a cozinha, voltou com a mamadeira e deu para a filha. Depois de tomar, Gabi voltou a dormir com um anjinho. Após colocar a pequena de volta no berço, Regina se virou para Vinícius e viu que ele estava sorrindo, olhando em sua direção.
- Que cara é essa? - perguntou ela
- Nada, só estava admirando você cuidando da Gabi. Era só fome mesmo?
- Era, agora podemos voltar a dormir... Ai... - disse ela, colocando a mão no ombro
- O que foi?
- A Gabi está ficando pesada, acho que dei mau jeito no ombro carregando ela.
- Se você quiser eu faço uma massagem.
- Não precisa Vinícius. Não é nada demais e eu sei bem quais são suas intenções. Ai...
- Eu só estou querendo ajudar, você não vai conseguir dormir com essa dor. É um gesto de amigo, tá?
- Tá, vou aceitar só porque isso está me incomodando muito.
Regina se sentou, de costas para Vinícius e ele começou a massagear. Assim que colocou a mão em seu ombro, sentiu que ela ficou arrepiada. Sua vontade era abraçá-la e beijar seu pescoço, mas ele se controlou, com muito esforço.
- Pronto. Melhorou? - perguntou ele, no fim da massagem
- Olha, até que funcionou, obrigada - respondeu ela, virando-se para ele
Quando ela fez isso, seus rostos ficaram bem próximos e, sem conseguir resistir mais à atração que estavam sentindo a noite toda, eles se beijaram intensamente. Vinícius puxou Regina pela cintura, pressionando o corpo dela contra si mesmo, enquanto ela acariciava seus cabelos.
Nesse momento, Érica, que havia se levantado pois acordou com sede, viu a luz do quarto de Regina acesa enquanto caminhava para a cozinha, e decidiu ir até lá, para ver se estava acontecendo alguma coisa com Gabi. Porém, ficou surpresa ao ver Vinícius e Regina em clima de paixão.
- Vocês dois hein - disse ela, fazendo com que eles se afastassem com o susto
- Érica, está fazendo o que acordada? - perguntou Vinícius
- Estava indo pegar um copo d'água na cozinha e vi que a luz aqui estava acesa.
- Olha só, o que você viu aqui, não foi nada demais, tá? - falou Regina
- Nada demais? Foi um beijão, isso sim. E ia ser mais do que isso se eu não tivesse interrompido. Por que vocês não deixam de frescura e reatam logo o noivado? - disse Érica, provocando os dois
- Érica, para com isso, por favor - respondeu Vinícius
- Nós não temos mais nada. Esquece o que você viu aqui, tá? - pediu Regina
- Podem ficar tranquilos, não vou contar nada para a Olívia e o Alex. Mas tenho certeza que vocês dois ainda vão acabar voltando. Boa noite.
Dizendo isso, Érica saiu do quarto. Em seguida, Regina apagou a luz e ela e Vinícius se deitaram, mas foi muito difícil voltar a dormir, depois daquele beijo.
Será que esses dois vão voltar a ser um casal, como Érica disse? E Olívia e Alex, será que estão começando a sentir algo mais um pelo outro?
Continua...
Enquanto Vinícius se ajeitava na casa de Regina, Olívia estava em São Paulo, muito preocupada com a saúde da mãe. Como precisava espairecer um pouco, decidiu sair para jantar, aproveitando que sua irmã estava em casa. Foi a um lugar que já conhecia e achava muito bom, sentou-se e pediu um refrigerante, não estava com ânimo para a beber. Pouco tempo depois Alex chegou, coincidentemente, no mesmo restaurante. Ele viu Olívia sentada, sozinha, mas não quis cumprimentá-la, pois ainda estava com raiva, pela briga que ela havia tido com Regina. Além disso, estava cansado, depois de passar o dia cuidando de negócios, então apenas entrou sem olhar para ela. Alguns minutos depois, Olívia percebeu que Alex estava ali, e decidiu ir até a mesa dele para conversar.
- Oi Alex, que surpresa te encontrar aqui - falou ela, ao se aproximar
- Boa noite, Olívia. Eu vim tratar de negócios aqui em São Paulo. Agora se me der licença, eu quero ficar sozinho - respondeu ele
- Você ainda está chateado por causa daquela confusão no seu restaurante, não é?
- Queria o que? Você armou aquele barraco todo na frente dos meus clientes e agrediu a Regina!
- Eu sei que foi infantil da minha parte fazer aquilo, vim até aqui justamente para pedir desculpas. É que eu ando muito nervosa, estou passando por um momento difícil... - dizendo isso, ela deixou cair algumas lágrimas
- Calma Olívia - disse Alex, preocupado - Me desculpa, eu não queria te fazer chorar
- Não estou chorando por sua causa. É que minha mãe está mal de saúde, fico muito abalada quando falo nesse assunto...
- Nossa eu nem imaginava... E é por isso que você está aqui em São Paulo?
- Sim, minha mãe mora aqui. Eu estava com ela antes de vir jantar.
- Olívia, eu percebi que você não anda muito bem e está arrependida do que fez. Então vamos esquecer tudo aquilo, tá?
- Eu acho ótimo, que bom que você me perdoou. Amigos de novo?
- Com certeza, amigos.
- Bom, agora que está tudo resolvido, vou voltar para a minha mesa.
- Não precisa, fica aqui e janta comigo. Vai ser bom para você se distrair um pouco.
- Tudo bem, já que você insiste.
Olívia se sentou ao lado de Alex e eles pediram comida, depois começaram a conversar animadamente. Em poucos minutos ela já estava mais alegre e rindo, o jantar acabou sendo mais divertido do que eles imaginavam. No final, quando estavam terminando a sobremesa, eles foram pegar um guardanapo ao mesmo tempo, e suas mãos se tocaram. Eles se olharam, ambos um pouco sem graça e começou a rolar um clima. Os dois foram se aproximando devagar, sem perceber, e quando estavam quase se beijando, o celular dela tocou.
- É minha irmã, preciso atender - disse ela, desviando o olhar para o aparelho
- Claro, pode ser alguma coisa importante.
Olívia atendeu a irmã, falou com ela rapidamente e se virou de novo para Alex.
- Eu tenho que ir agora, minha irmã vai ao supermercado e nossa mãe não pode ficar sozinha. Mas muito obrigada pela noite, foi muito bom conversar com você.
- Igualmente, desejo melhoras para sua mãe. Também já vou indo, tive um dia muito cansativo.
Eles então se despediram e foram cada um para seu lado. Os dois estavam muito confusos, pois não paravam e pensar naquele quase beijo e não conseguiam entender o que estava acontecendo com eles.
De volta ao Rio de Janeiro, Regina e Vinícius estavam se preparando para dormir. Ele estava indo tomar banho, quando encontrou Érica no corredor.
- Oi maninha, vai dormir aqui também? - perguntou ele
- É vim passar a noite com o Lucas, por causa da obra lá em casa. Eu não queria deixar a mamãe sozinha, mas ela insistiu pra eu não ficar lá por causa da gravidez. Espera aí, como assim também? Você e a Regina...
- Não, a gente não voltou. Eu briguei com o Bento e vim passar a noite aqui, longa história...
- Sei... - disse Érica, com ironia
- Para com isso, estou falando sério. Agora deixa eu passar.
- Tá bom, boa noite mano.
Depois do banho, Vinícius foi para o quarto e como estava muito calor, decidiu ficar sem camisa. Quando Regina chegou, ficou desconcertada ao vê-lo assim, mas tentou ignorar e foi até o berço ver Gabi.
- Ela já dormiu, né? - perguntou ele
- Já sim. E vai continuar aqui, para garantir que você não vai tentar nada comigo - respondeu ela
- Tá bom, vamos dormir então?
- Vamos.
Eles se deitaram, mas não conseguiam relaxar, era muito difícil estarem tão próximos e não se tocarem. Vinícius estavam se segurando para não agarrar Regina. Depois de algum tempo, enfim conseguiram dormir.
No meio da noite, Gabi começou a chorar e acordou os dois. Regina se levantou, acendeu a luz, e Vinícius se sentou na cama.
- Está tudo bem? - perguntou ele, enquanto ela pegava a menina no colo
- Sim, acho que ela só está com fome. Fica com ela um pouquinho?
- Fico, pode deixar.
Regina foi até a cozinha, voltou com a mamadeira e deu para a filha. Depois de tomar, Gabi voltou a dormir com um anjinho. Após colocar a pequena de volta no berço, Regina se virou para Vinícius e viu que ele estava sorrindo, olhando em sua direção.
- Que cara é essa? - perguntou ela
- Nada, só estava admirando você cuidando da Gabi. Era só fome mesmo?
- Era, agora podemos voltar a dormir... Ai... - disse ela, colocando a mão no ombro
- O que foi?
- A Gabi está ficando pesada, acho que dei mau jeito no ombro carregando ela.
- Se você quiser eu faço uma massagem.
- Não precisa Vinícius. Não é nada demais e eu sei bem quais são suas intenções. Ai...
- Eu só estou querendo ajudar, você não vai conseguir dormir com essa dor. É um gesto de amigo, tá?
- Tá, vou aceitar só porque isso está me incomodando muito.
Regina se sentou, de costas para Vinícius e ele começou a massagear. Assim que colocou a mão em seu ombro, sentiu que ela ficou arrepiada. Sua vontade era abraçá-la e beijar seu pescoço, mas ele se controlou, com muito esforço.
- Pronto. Melhorou? - perguntou ele, no fim da massagem
- Olha, até que funcionou, obrigada - respondeu ela, virando-se para ele
Quando ela fez isso, seus rostos ficaram bem próximos e, sem conseguir resistir mais à atração que estavam sentindo a noite toda, eles se beijaram intensamente. Vinícius puxou Regina pela cintura, pressionando o corpo dela contra si mesmo, enquanto ela acariciava seus cabelos.
Nesse momento, Érica, que havia se levantado pois acordou com sede, viu a luz do quarto de Regina acesa enquanto caminhava para a cozinha, e decidiu ir até lá, para ver se estava acontecendo alguma coisa com Gabi. Porém, ficou surpresa ao ver Vinícius e Regina em clima de paixão.
- Vocês dois hein - disse ela, fazendo com que eles se afastassem com o susto
- Érica, está fazendo o que acordada? - perguntou Vinícius
- Estava indo pegar um copo d'água na cozinha e vi que a luz aqui estava acesa.
- Olha só, o que você viu aqui, não foi nada demais, tá? - falou Regina
- Nada demais? Foi um beijão, isso sim. E ia ser mais do que isso se eu não tivesse interrompido. Por que vocês não deixam de frescura e reatam logo o noivado? - disse Érica, provocando os dois
- Érica, para com isso, por favor - respondeu Vinícius
- Nós não temos mais nada. Esquece o que você viu aqui, tá? - pediu Regina
- Podem ficar tranquilos, não vou contar nada para a Olívia e o Alex. Mas tenho certeza que vocês dois ainda vão acabar voltando. Boa noite.
Dizendo isso, Érica saiu do quarto. Em seguida, Regina apagou a luz e ela e Vinícius se deitaram, mas foi muito difícil voltar a dormir, depois daquele beijo.
Será que esses dois vão voltar a ser um casal, como Érica disse? E Olívia e Alex, será que estão começando a sentir algo mais um pelo outro?
Continua...
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