Regina e Vinícius ficaram calados, um ao lado do outro, por alguns minutos, que foram poucos, mas pareceram horas. Nenhum dos dois sabia o que falar, mas de repente Vinícius quebrou o silêncio.
- Eu acho... Que o vinho fez a gente ir um pouco longe demais. É melhor eu ir embora - disse ele, fazendo menção de se levantar
- Não quero que essa noite termine desse jeito. Fica, por favor - pediu ela, segurando a mão dele
- Você quer que eu passe a noite aqui?
- Sim. Vamos só aproveitar esse momento.
Vinícius então deitou novamente na cama, e Regina se recostou em seu peito. Ele colocou o braço em volta dela, os dois ficaram abraçados sem dizer mais nada, e acabaram adormecendo assim. No dia seguinte, acordaram e foram tomar café da manhã juntos, mas o silêncio tomou conta novamente e clima entre os dois continuava estranho.
- Regina, sobre essa noite... - falou ele, mas foi cortado antes que pudesse concluir a frase
- Não quero falar sobre isso agora Vinícius, por favor - pediu ela
- Você me pediu para ficar ontem, e agora não quer conversar?
- Estou um pouco confusa. Vamos combinar que nenhum de nós estava em condições normais ontem à noite né?
- Então o que aconteceu foi só porque exageramos no vinho? Você vai negar o sentimento forte que exite entre a gente?
- Não estou negando nada, só preciso pensar um pouco. Não esqueci o motivo de termos brigado.
- Agora sou eu que não quero conversar sobre assunto...
- Viu? Não está tudo resolvido entre nós.
- Você tem razão. Acho que eu também preciso pensar um pouco, vou para casa.
- Isso, outra hora a gente conversa.
Regina levou Vinícius até a porta e na hora de se despedirem, ele roubou um selinho dela, que acabou sorrindo sem querer. Depois ele foi pra casa feliz, pois sentiu que havia boas chances deles reatarem.
Vinícius saiu e Regina não quis conversar com mais ninguém, passou o resto do dia com Gabi. Depois de refletir bastante sobre tudo que havia acontecido, chegou a uma conclusão: ela amava Vinícius e sempre amaria. Decidiu então que precisava ter uma conversa séria com César, ele já estava começando a pensar que tinha chances com ela, e não era certo deixar que ele se iludisse.
No dia seguinte, Regina chegou no hotel e foi direto até a sala de César, tinha que resolver as coias o quanto antes.
- Bom dia, posso entrar? - perguntou ela, abrindo a porta
- Bom dia Regina! Claro, eu queria mesmo te ver - respondeu ele
- César eu preciso muito conversar com você.
- Pode falar, não estou muito ocupado.
- Acho melhor não termos essa conversa agora, nem aqui.
- Nós podemos almoçar juntos então.
- Eu prefiro que você vá lá em casa hoje, depois do expediente.
- Tudo bem, vou com você direto daqui, pode ser?
- Perfeito. Agora preciso voltar ao trabalho, a gente se fala mais tarde.
Depois disso, Regina saiu da sala e voltou a suas funções. O dia passou muito devagar, cada minuto pareceu durar uma eternidade. Ela estava ansiosa e um pouco tensa, pois não queria magoar César, mas sabia que a conversa que teria com ele tinha que acontecer. Quando finalmente o expediente acabou, ela foi até a sala do chefe, que já estava pronto para ir embora, e os dois foram para a casa dela. Assim que chegaram, ela pediu para ele sentar no sofá para que pudessem conversar.
- E então, sobre o que você quer falar? - perguntou César - Você estava séria, eu fiquei preocupado.
- O assunto é sério mesmo. Tem a ver com a nossa viagem, o que aconteceu lá em Angra... - disse Regina
- Você já tem uma resposta para o pedido que eu te fiz?
- Sim. Não quero te magoar, mas preciso dizer isso...
- Não estou gostando do caminho que essa conversa está tomando...
- César, você é um cara muito bacana, tem sindo um ótimo amigo, mas... Eu não posso ser sua namorada.
- Mas a gente se dá tão bem Regina, não vejo porque não tentar!
- Porque eu não gosto de você desse jeito, você sabe que eu nunca deixei de amar o Vinícius. A verdade é que não consigo mais ficar longe dele.
- E aquilo que quase aconteceu no hotel lá em Angra?
- Eu tinha bebido e discutido com o Vinícius, meio que queria que vingar. Esqueceu que eu comecei a sair com você para fazer ciúmes nele? Não quero mais isso, não é certo eu te usar desse jeito, você merece encontrar alguém que te ame de verdade.
- Mas o Vinícius te magoou, e se eu disser que posso te ajudar a esquecer ele? Que posso fazer você me amar? - falou César, se aproximando e tocando o rosto de Regina
Antes que ela pudesse se afastar e dizer qualquer coisa, Vinícius entrou pela porta e viu a cena. Regina se virou e viu que ele não parecia estar com raiva, e sim frustrado, decepcionado.
- Vinícius, o que você está fazendo aqui? Eu pedi para você avisar quando viesse - falou ela, nervosa
- Eu vim falar com você Regina. Não avisei porque quis fazer uma surpresa, mas acho que não foi uma boa ideia - respondeu ele
- Não, o problema não é você ter vindo, hoje só não era o melhor dia...
- Estou vendo. Não precisa dizer mais nada, já entendi porque você não quis conversar ontem. Prefere ficar com esse cara a voltar comigo né?
- Não, você entendeu errado!
- Eu vi vocês dois! Mas pode ficar tranquila, não vou mais atrapalhar - falou ele, e em seguida saiu pela porta
- Deixa eu explicar, não vai embora assim - pediu ela, deixando escorrer uma lágrima. Mas era tarde demais
Depois disso, Regina se virou novamente para César, respirou fundo para se acalmar e foi até ele para terminar a conversa.
- Eu mantenho o que estava dizendo antes - falou ele, se aproximando dela - Se você me der uma chance, sei que posso te fazer esquecer o Vinícius.
- César, eu não conseguiria esquecer ele mesmo que tentasse. E não quero esquecer.
- E eu que já estava achando que tinha chances com você.
- Por isso te chamei aqui hoje. Você tem sido um ótimo amigo para mim mas nada além disso, não quero te magoar, mas achei melhor dizer isso de uma vez do que ficar te dando falsas esperanças.
- Eu entendo, está tudo bem. Agora preciso ir, tive um dia cansativo hoje.
- Espero que possamos continuar amigos.
- Claro que sim. Boa noite Regina, a gente se vê amanhã no trabalho.
César foi embora e Regina percebeu que ele tinha ficado chateado, mas não se arrependeu de nada que havia dito a ele. Se não tivesse falado e continuasse deixando que ele se iludisse, no futuro ele ia ficar ainda mais machucado. Além disso ela queria de verdade tentar se reconciliar com Vinícius, apesar de não saber se agora ele ia querer falar com ela.
Uma semana se passou e Regina não teve coragem de procurar Vinícius depois do mal entendido em sua casa, pois teve medo dele não querer conversar e acabarem brigando. Ele também não foi mais atrás dela pois pensava que ela havia seguido em frente com César.
Paula e Bento, vendo que os amigos estavam muito tristes longe um do outro, decidiram chamar Érica e Lucas para que os quatro juntos bolassem um plano para o casal finalmente se reconciliar. Acabaram tendo a ideia de levar Regina e Vinícius para uma casa que a família de Bento tinha na subida de uma serra, e deixá-los presos lá no final de semana, sozinhos, para conversarem e se acertarem.
Na quinta-feira, Lucas foi para o apartamento de Bento para falarem com Vinícius, disseram ele que fariam um programa de homens e que seria bom para ele se distrair e relaxar, então ele acabou aceitando. Enquanto isso, Paula e Érica estavam conversando com Regina, falaram que seria um final de semana das garotas, para se divertirem e colocarem o assunto em dia. Precisaram de uma ajudinha de Dora por telefone, mas conseguiram convencê-la.
No dia seguinte, eles saíram do trabalho mais cedo e partiram, mas homens e mulheres em carros separados, Regina e Vinícius nem sonhavam que encontrariam um ao outro na viagem. As moças chegaram primeiro, então Paula e Érica pediram que Regina fosse colocar as coisas no quarto e disseram que iam arrumar algo para comerem, mas foram embora sem que ela visse. Pouco depois, os rapazes chegaram. Bento e Lucas foram até a porta casa com Vinícius mas antes de entrarem, deram a desculpa de que haviam esquecido algo no carro, pediram que ele fosse ajeitando tudo e também se foram sem ele perceber. Ele entrou, esbarrou na mesa e quase derrubou uma jarra, então Regina ouviu o barulho e foi para sala.
- Está tudo bem por aí gente? - perguntou ela, pensando que Paula e Érica haviam quebrado algo. Em seguida ficou surpresa ao dar de cara com Vinícius
- Regina, o que você está fazendo aqui? - perguntou ele, igualmente confuso
- Eu já ia te fazer a mesma pergunta - respondeu ela
- O Bento e Lucas me chamaram para passar o fim de semana aqui.
- Engraçado, a Paula e a Érica me fizeram o mesmo convite. Aliás cadê elas?
- Não sei, eu nem sabia que vocês estariam aqui. Os quatro devem estar lá fora.
- Tem razão vamos lá pedir a eles que expliquem isso tudo.
Os dois foram até a porta mas quando saíram não viram ninguém e muito menos os carros, então começaram a entender o que estava acontecendo.
- Eles foram embora! - constatou Vinícius
- Será? Deixa eu ligar para Paula - disse Regina
Ambos pegaram os celulares e perceberam que não havia sinal naquela altura da serra. Então entraram na casa procurar um telefone fixo ou um ponto de internet, mas não tinha nada disso lá. Também não havia ninguém nas casas vizinhas, pois elas só ficavam ocupadas em época de férias. Tudo que encontraram foi um bilhete dos amigos em cima da mesa, dizendo para aproveitarem a casa, e que voltariam para buscá-los no domingo à noite.
- Parece que vamos ter que passar o final de semana aqui - falou Vinícius, sentando-se no sofá - Não temos como nos comunicar com ninguém e não podemos ir embora sem um carro.
- Você não entendeu porque eles nos deixaram sozinhos aqui? - perguntou Regina, se juntando a ele
- Entendi sim. Mas acho que perderam tempo, porque você está bem feliz com o César não é?
- Na verdade não estou tão feliz... E nem com o César.
- Não? Mas quele dia na sua casa, eu achei que...
- Achou errado, porque foi embora sem me deixar explicar. Sabe, é até bom estarmos presos aqui, porque precisamos conversar.
- Concordo.
- Você vai me ouvir?
- Claro, não tenho para onde ir mesmo - brincou ele, e os dois riram
- Bobo! É sério, quero que você saiba porque o César estava na minha casa naquele dia.
- Pode falar, estou escutando.
- Eu o chamei para conversar porque queria terminar tudo. Percebi que estava deixando ele se iludir pensado que tinha chances comigo, e que não podia continuar com isso, porque é você que eu quero Vinícius!
- Sério? Caramba, como eu fui idiota. Voltei para casa naquela noite super triste, porque pensei que você e ele estavam em um momento romântico, e que mesmo depois de termos passado a noite juntos, você tinha decidido continuar com ele.
- Foi idiota mesmo - disse ela, rindo - Mas agora está tudo esclarecido né? Aliás, quase tudo, ainda não sei o que você foi fazer lá em casa de surpresa aquele dia.
- Eu fui lá para conversar, tinha uma coisa muito importante para te dizer.
- Então diz agora, ainda está em tempo.
- Bem, eu pensei bastante depois daquela noite que tivemos, e cheguei à conclusão de que fui um babaca por ter achado que você sabotou o restaurante da minha mãe. Então fui até a sua casa para pedir perdão e dizer que não preciso de prova nenhuma para acreditar na sua inocência, porque eu te conheço e devia saber que você nunca faria uma coisas dessas.
- Você não imagina o quanto eu fico feliz em ouvir isso!
- Então você me perdoa?
- Perdoo. Eu não quero nem consigo mais ficar sem você! - falou ela, se aproximando dele
- Ah é? Então vem cá - disse ele, puxando-a para um beijo apaixonado
O clima começou a esquentar, Vinícius colocou as mão na cintura de Regina e a puxou para mais perto, deixando seus corpos colados. Ela passou as mãos pelos cabelos dele, tirou sua camiseta e o ajudou a tirar a calça. Ele então tirou o vestido e a calcinha dela, depois a deitou no sofá e beijou todo o seu corpo lentamente, fazendo com que ela suspirasse e arranhasse suas costas. Ela tentou inverter a posição e ficar por cima, mas o sofá era apertado e os dois caíram no tapete. Eles voltaram a se beijar com cada vez mais intensidade, o desejo era tanto que se amaram ali mesmo. Começaram num ritmo leve e foram acelerando aos poucos, enquanto trocavam beijos, carícias quentes e algumas mordidas. Quando terminaram estavam cansados e ofegantes. Estava começando a esfriar então ele vestiu a cueca e ela a calcinha, com camiseta dele por cima. Os dois se enrolaram numa manta que encontraram em cima de uma poltrona, e ficaram namorando, curtindo esse clima de lua de mel.
- Tinha mais uma coisa que eu queria dizer quando fui até a sua casa - disse Vinícius, entre um beijo e outro
- O que? - perguntou Regina
- Que eu te amo demais! - respondeu ele, acariciando o rosto dela
- Também te amo muito! E para de falar que a casa é minha, ela é nossa! - falou ela
Então eles sorriram e se beijaram novamente. Será que dessa vez esses dois vão ficar juntos de vez, sem que mais nada os atrapalhe? E César, vai conseguir ser só amigo de Regina?
Continua...
No dia seguinte, Regina chegou no hotel e foi direto até a sala de César, tinha que resolver as coias o quanto antes.
- Bom dia, posso entrar? - perguntou ela, abrindo a porta
- Bom dia Regina! Claro, eu queria mesmo te ver - respondeu ele
- César eu preciso muito conversar com você.
- Pode falar, não estou muito ocupado.
- Acho melhor não termos essa conversa agora, nem aqui.
- Nós podemos almoçar juntos então.
- Eu prefiro que você vá lá em casa hoje, depois do expediente.
- Tudo bem, vou com você direto daqui, pode ser?
- Perfeito. Agora preciso voltar ao trabalho, a gente se fala mais tarde.
Depois disso, Regina saiu da sala e voltou a suas funções. O dia passou muito devagar, cada minuto pareceu durar uma eternidade. Ela estava ansiosa e um pouco tensa, pois não queria magoar César, mas sabia que a conversa que teria com ele tinha que acontecer. Quando finalmente o expediente acabou, ela foi até a sala do chefe, que já estava pronto para ir embora, e os dois foram para a casa dela. Assim que chegaram, ela pediu para ele sentar no sofá para que pudessem conversar.
- E então, sobre o que você quer falar? - perguntou César - Você estava séria, eu fiquei preocupado.
- O assunto é sério mesmo. Tem a ver com a nossa viagem, o que aconteceu lá em Angra... - disse Regina
- Você já tem uma resposta para o pedido que eu te fiz?
- Sim. Não quero te magoar, mas preciso dizer isso...
- Não estou gostando do caminho que essa conversa está tomando...
- César, você é um cara muito bacana, tem sindo um ótimo amigo, mas... Eu não posso ser sua namorada.
- Mas a gente se dá tão bem Regina, não vejo porque não tentar!
- Porque eu não gosto de você desse jeito, você sabe que eu nunca deixei de amar o Vinícius. A verdade é que não consigo mais ficar longe dele.
- E aquilo que quase aconteceu no hotel lá em Angra?
- Eu tinha bebido e discutido com o Vinícius, meio que queria que vingar. Esqueceu que eu comecei a sair com você para fazer ciúmes nele? Não quero mais isso, não é certo eu te usar desse jeito, você merece encontrar alguém que te ame de verdade.
- Mas o Vinícius te magoou, e se eu disser que posso te ajudar a esquecer ele? Que posso fazer você me amar? - falou César, se aproximando e tocando o rosto de Regina
Antes que ela pudesse se afastar e dizer qualquer coisa, Vinícius entrou pela porta e viu a cena. Regina se virou e viu que ele não parecia estar com raiva, e sim frustrado, decepcionado.
- Vinícius, o que você está fazendo aqui? Eu pedi para você avisar quando viesse - falou ela, nervosa
- Eu vim falar com você Regina. Não avisei porque quis fazer uma surpresa, mas acho que não foi uma boa ideia - respondeu ele
- Não, o problema não é você ter vindo, hoje só não era o melhor dia...
- Estou vendo. Não precisa dizer mais nada, já entendi porque você não quis conversar ontem. Prefere ficar com esse cara a voltar comigo né?
- Não, você entendeu errado!
- Eu vi vocês dois! Mas pode ficar tranquila, não vou mais atrapalhar - falou ele, e em seguida saiu pela porta
- Deixa eu explicar, não vai embora assim - pediu ela, deixando escorrer uma lágrima. Mas era tarde demais
Depois disso, Regina se virou novamente para César, respirou fundo para se acalmar e foi até ele para terminar a conversa.
- Eu mantenho o que estava dizendo antes - falou ele, se aproximando dela - Se você me der uma chance, sei que posso te fazer esquecer o Vinícius.
- César, eu não conseguiria esquecer ele mesmo que tentasse. E não quero esquecer.
- E eu que já estava achando que tinha chances com você.
- Por isso te chamei aqui hoje. Você tem sido um ótimo amigo para mim mas nada além disso, não quero te magoar, mas achei melhor dizer isso de uma vez do que ficar te dando falsas esperanças.
- Eu entendo, está tudo bem. Agora preciso ir, tive um dia cansativo hoje.
- Espero que possamos continuar amigos.
- Claro que sim. Boa noite Regina, a gente se vê amanhã no trabalho.
César foi embora e Regina percebeu que ele tinha ficado chateado, mas não se arrependeu de nada que havia dito a ele. Se não tivesse falado e continuasse deixando que ele se iludisse, no futuro ele ia ficar ainda mais machucado. Além disso ela queria de verdade tentar se reconciliar com Vinícius, apesar de não saber se agora ele ia querer falar com ela.
Uma semana se passou e Regina não teve coragem de procurar Vinícius depois do mal entendido em sua casa, pois teve medo dele não querer conversar e acabarem brigando. Ele também não foi mais atrás dela pois pensava que ela havia seguido em frente com César.
Paula e Bento, vendo que os amigos estavam muito tristes longe um do outro, decidiram chamar Érica e Lucas para que os quatro juntos bolassem um plano para o casal finalmente se reconciliar. Acabaram tendo a ideia de levar Regina e Vinícius para uma casa que a família de Bento tinha na subida de uma serra, e deixá-los presos lá no final de semana, sozinhos, para conversarem e se acertarem.
Na quinta-feira, Lucas foi para o apartamento de Bento para falarem com Vinícius, disseram ele que fariam um programa de homens e que seria bom para ele se distrair e relaxar, então ele acabou aceitando. Enquanto isso, Paula e Érica estavam conversando com Regina, falaram que seria um final de semana das garotas, para se divertirem e colocarem o assunto em dia. Precisaram de uma ajudinha de Dora por telefone, mas conseguiram convencê-la.
No dia seguinte, eles saíram do trabalho mais cedo e partiram, mas homens e mulheres em carros separados, Regina e Vinícius nem sonhavam que encontrariam um ao outro na viagem. As moças chegaram primeiro, então Paula e Érica pediram que Regina fosse colocar as coisas no quarto e disseram que iam arrumar algo para comerem, mas foram embora sem que ela visse. Pouco depois, os rapazes chegaram. Bento e Lucas foram até a porta casa com Vinícius mas antes de entrarem, deram a desculpa de que haviam esquecido algo no carro, pediram que ele fosse ajeitando tudo e também se foram sem ele perceber. Ele entrou, esbarrou na mesa e quase derrubou uma jarra, então Regina ouviu o barulho e foi para sala.
- Está tudo bem por aí gente? - perguntou ela, pensando que Paula e Érica haviam quebrado algo. Em seguida ficou surpresa ao dar de cara com Vinícius
- Regina, o que você está fazendo aqui? - perguntou ele, igualmente confuso
- Eu já ia te fazer a mesma pergunta - respondeu ela
- O Bento e Lucas me chamaram para passar o fim de semana aqui.
- Engraçado, a Paula e a Érica me fizeram o mesmo convite. Aliás cadê elas?
- Não sei, eu nem sabia que vocês estariam aqui. Os quatro devem estar lá fora.
- Tem razão vamos lá pedir a eles que expliquem isso tudo.
Os dois foram até a porta mas quando saíram não viram ninguém e muito menos os carros, então começaram a entender o que estava acontecendo.
- Eles foram embora! - constatou Vinícius
- Será? Deixa eu ligar para Paula - disse Regina
Ambos pegaram os celulares e perceberam que não havia sinal naquela altura da serra. Então entraram na casa procurar um telefone fixo ou um ponto de internet, mas não tinha nada disso lá. Também não havia ninguém nas casas vizinhas, pois elas só ficavam ocupadas em época de férias. Tudo que encontraram foi um bilhete dos amigos em cima da mesa, dizendo para aproveitarem a casa, e que voltariam para buscá-los no domingo à noite.
- Parece que vamos ter que passar o final de semana aqui - falou Vinícius, sentando-se no sofá - Não temos como nos comunicar com ninguém e não podemos ir embora sem um carro.
- Você não entendeu porque eles nos deixaram sozinhos aqui? - perguntou Regina, se juntando a ele
- Entendi sim. Mas acho que perderam tempo, porque você está bem feliz com o César não é?
- Na verdade não estou tão feliz... E nem com o César.
- Não? Mas quele dia na sua casa, eu achei que...
- Achou errado, porque foi embora sem me deixar explicar. Sabe, é até bom estarmos presos aqui, porque precisamos conversar.
- Concordo.
- Você vai me ouvir?
- Claro, não tenho para onde ir mesmo - brincou ele, e os dois riram
- Bobo! É sério, quero que você saiba porque o César estava na minha casa naquele dia.
- Pode falar, estou escutando.
- Eu o chamei para conversar porque queria terminar tudo. Percebi que estava deixando ele se iludir pensado que tinha chances comigo, e que não podia continuar com isso, porque é você que eu quero Vinícius!
- Sério? Caramba, como eu fui idiota. Voltei para casa naquela noite super triste, porque pensei que você e ele estavam em um momento romântico, e que mesmo depois de termos passado a noite juntos, você tinha decidido continuar com ele.
- Foi idiota mesmo - disse ela, rindo - Mas agora está tudo esclarecido né? Aliás, quase tudo, ainda não sei o que você foi fazer lá em casa de surpresa aquele dia.
- Eu fui lá para conversar, tinha uma coisa muito importante para te dizer.
- Então diz agora, ainda está em tempo.
- Bem, eu pensei bastante depois daquela noite que tivemos, e cheguei à conclusão de que fui um babaca por ter achado que você sabotou o restaurante da minha mãe. Então fui até a sua casa para pedir perdão e dizer que não preciso de prova nenhuma para acreditar na sua inocência, porque eu te conheço e devia saber que você nunca faria uma coisas dessas.
- Você não imagina o quanto eu fico feliz em ouvir isso!
- Então você me perdoa?
- Perdoo. Eu não quero nem consigo mais ficar sem você! - falou ela, se aproximando dele
- Ah é? Então vem cá - disse ele, puxando-a para um beijo apaixonado
O clima começou a esquentar, Vinícius colocou as mão na cintura de Regina e a puxou para mais perto, deixando seus corpos colados. Ela passou as mãos pelos cabelos dele, tirou sua camiseta e o ajudou a tirar a calça. Ele então tirou o vestido e a calcinha dela, depois a deitou no sofá e beijou todo o seu corpo lentamente, fazendo com que ela suspirasse e arranhasse suas costas. Ela tentou inverter a posição e ficar por cima, mas o sofá era apertado e os dois caíram no tapete. Eles voltaram a se beijar com cada vez mais intensidade, o desejo era tanto que se amaram ali mesmo. Começaram num ritmo leve e foram acelerando aos poucos, enquanto trocavam beijos, carícias quentes e algumas mordidas. Quando terminaram estavam cansados e ofegantes. Estava começando a esfriar então ele vestiu a cueca e ela a calcinha, com camiseta dele por cima. Os dois se enrolaram numa manta que encontraram em cima de uma poltrona, e ficaram namorando, curtindo esse clima de lua de mel.
- Tinha mais uma coisa que eu queria dizer quando fui até a sua casa - disse Vinícius, entre um beijo e outro
- O que? - perguntou Regina
- Que eu te amo demais! - respondeu ele, acariciando o rosto dela
- Também te amo muito! E para de falar que a casa é minha, ela é nossa! - falou ela
Então eles sorriram e se beijaram novamente. Será que dessa vez esses dois vão ficar juntos de vez, sem que mais nada os atrapalhe? E César, vai conseguir ser só amigo de Regina?
Continua...
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