No dia seguinte, Fernando acordou no sofá, se levantou e encontrou Simone na cozinha, já vestida, fazendo café. Ele estava um pouco apreensivo, mas mesmo assim, se aproximou e a abraçou por trás.
- Bom dia! - disse ele
- Que susto Fernando, quase derrubei o café! E quer fazer o favor de me soltar? - respondeu ela
- Nossa Simone, é assim que você me trata depois da noite que passamos juntos?
- É assim que eu trato quem mente para mim! Você disse que íamos jantar como amigos, e me agarrou de novo!
- Para com essa bobagem, admite logo que você gostou! - falou Fernando, puxando Simone para mais perto e a beijando
- Me larga, que coisa! Ainda não caiu a ficha que eu não quero nada com você? - disse ela, o empurrando
- Se não quisesse mesmo, não teria transado comigo duas vezes - provocou ele
- Nas duas vezes eu tinha bebido e você se aproveitou de mim! Nós somos só amigos Fernando, e se você não parar de forçar a barra comigo, nem isso mais vamos ser.
- Tudo bem, vamos esquecer o que aconteceu, não quero que você se afaste de mim.
Encerrada a discussão, eles tomaram café e foram trabalhar. Fernando concordou em continuar sendo amigo de Simone, para que ela não se distanciasse dele, mas não pensava em desistir de conquistá-la, pois sabia que, no fundo, ela sentia algo por ele.
Enquanto isso, Vinícius estava chegando no escritório, mas não tinha cabeça para trabalhar, pois não parava de pensar no beijo que dera em Regina na noite anterior. Ele não estava aguentando mais ficar longe dela, queria reatar o noivado, mas ela ainda acreditava que ele havia sido responsável pelos ratos de baratas no restaurante. Pensando nisso, ele decidiu ir até a casa dela depois do trabalho, para ver Gabi e conversar sobre esse assunto. Talvez agora que já havia se passado um tempo, ela acreditasse que ele não teve nada a ver com aquela armação.
Assim que terminou o expediente, Vinícius saiu do escritório e foi para a casa de Regina. Quando chegou, estava um pouco nervoso, mas criou coragem e tocou a campainha.
- Oi, Vinícius. Veio ver a Gabi? - disse ela, ao abrir a porta
- Tudo bem, Regina? É, vim dar um beijo nela.
- Pode entrar. Espera um pouco aqui na sala, eu já ia pegar ela para dar a papinha.
Vinícius sentou-se no sofá e pouco tempo depois, Regina voltou do quarto com Gabi no colo. Ele ficou encantado, admirando as duas.
- Segura ela enquanto eu pego a papinha? - perguntou Regina
- Lógico, é minha filha também, não é? - brincou Vinícius - Sua mãe não está em casa?
- Ela foi ao mercado. Um minuto, já volto.
Eles acabaram dando a papinha para Gabi juntos, e se divertiram fazendo isso. Depois de comer, a pequena estava no colo do pai e começou a balançar os bracinhos na direção da mãe.
- Quer ir com a mamãe? - perguntou Vinícius
Nesse momento, a menina, olhando para Regina disse:
- Ma-mã
- Ela disse mamãe? - perguntou Regina
- Disse. Foi a primeira palavra dela, não foi? - respondeu Vinícius
- Foi sim!
Os dois se olharam, emocionados, e começou a rolar um clima. Vinícius começou a se inclinar na direção de Regina, mas foram interrompidos por Gabi, que começou a chorar.
- Acho que está com sono - falou Regina - Vou levar ela para o berço.
- Posso ir com você? - perguntou Vinícius
- Claro, pode sim.
Ambos foram para o quarto e pouco minutos depois, Gabi adormeceu, então Vinícius decidiu que aquele era o momento ideal para conversar com Regina. Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela começou a falar.
- Sabe Vinícius, apesar de não estarmos mais juntos, você é um pai incrível, nunca se esquece da nossa filha - disse ela
- Eu nunca abandonaria a Gabi por causa de uma briga nossa - respondeu ele
- Eu sei, e isso é ótimo. Apesar de ainda ser um bebê, dá para perceber que ela gosta quando você vem aqui em casa.
- Só ela?
Dizendo isso, Vinícius chegou bem perto de Regina, olhando fixamente para a boca dela, fazendo seu seu coração acelerar.
- Vinícius, eu não... - disse ela, um pouco ofegante
Mas antes que ela pudesse terminar a frase, ele a puxou pela cintura, e lhe deu um beijo intenso e apaixonado. Ela tentou resistir, mas acabou se deixando levar, colocando os braços em volta do pescoço dele e acariciando seus cabelos. Porém alguns seguindo depois, voltou a si.
- Para Vinícius, por favor - disse ela se afastando - Eu concordei em ser sua amiga por causa da Gabi, mas só isso.
- Você ainda me ama, eu senti isso agora. E se concordou em sermos amigos, é porque não está mais com raiva por causa do incidente no restaurante.
- A raiva passou sim, mas isso não significa que eu quero voltar. Não esqueci o que você fez, foi uma grande decepção.
- Eu não fiz aquilo! Sei que a chave estava no meu carro, mas não fui eu, deve ter uma explicação para isso.
- Para de negar, é muito mais fácil você confessar logo!
- Eu não posso confessar uma coisa que não fiz! Pensei que depois de um tempo você ia perceber que errou ao me acusar de ter feto aquela armação, mas já vi que estava enganado.
- Você vai continuar mentindo mesmo?
- Não é mentira, olha nos meus olhos e você vai ver que estou falando a verdade.
- Vai embora, Vinícius, por favor.
- Eu vou, mas saiba que vou desistir. Ainda vou te convencer de que sou inocente, e ter você de volta.
Dizendo isso, Vinícius foi embora, deixando Regina abalada. O amor que ela sentia por ele continuava tão forte quanto antes da briga, mesmo contra sua vontade.
No dia seguinte, pouco antes de meio dia, Regina havia acabado de dar a mamadeira de Gabi, quando a campainha tocou. Ela pensou que seria Vinícius, mas teve uma surpresa ao abrir a porta.
- Oi Alex, o que você está fazendo aqui? - perguntou ela
- Tudo bem, Regina? Nós estamos nos encontrando pouco, já que o restaurante está fechado, então pensei que podíamos almoçar juntos - respondeu Alex
Depois de pensar um pouco, Regina decidiu aceitar, pois precisava se distrair para conseguir parar de pensar em Vinícius.
- Claro, vamos sim - disse ela - Espera só um pouquinho que eu vou me arrumar.
Poucos minutos depois ela já estava pronta, pediu a Dora que cuidasse de Gabi, e seguiu com Alex para o carro dele.
Enquanto isso, Vinícius e Olívia estavam trabalhando em um caso complicado e haviam passado a manhã inteira o estudando. Ambos já estavam cansados, então decidiram parar.
- Acho que podemos ir almoçar agora, Olívia. Estou morrendo de fome - disse ele
- Eu também. Inclusive, podemos almoçar juntos - sugeriu ela
- Tudo bem, vamos então - respondeu Vinícius, depois de concluir que seria melhor almoçar com Olívia do que sozinho
Eles seguiram para um restaurante novo que havia acabado de abrir, perto do escritório, e quando estavam sentados na mesa, olhando o cardápio, viram Regina e Alex entrando pela porta.
- Não acredito, esse cara não desgruda da Regina - falou Vinícius
- Se você quiser, podemos ir comer em outro lugar - disse Olívia
- Não precisa Olívia, eu estou bem - mentiu ele
Olívia notou que Vinícius não tinha gostado nem um pouco de ver os dois juntos, e Alex percebeu o mesmo em relação a Regina, quando viu que ela estava encarando a mesa onde o ex estava sentado.
- Você está desconfortável, vendo ele aqui com a Olívia? - perguntou ele
- O que? Claro que não Alex, só estou surpresa. Não achei que ele já estivesse saindo com a ela.
- E isso te incomoda?
- De jeito nenhum. Eu e o Vinícius terminamos, cada um tem sua vida agora. Vamos pedir?
Embora tivessem tentado, Vinícius e Regina não conseguiram esconder que estavam morrendo de ciúmes um do outro. Será que eles vão continuar agindo civilizadamente, ou essa coincidência vai acabar em confusão?
Continua...
- Acho que está com sono - falou Regina - Vou levar ela para o berço.
- Posso ir com você? - perguntou Vinícius
- Claro, pode sim.
Ambos foram para o quarto e pouco minutos depois, Gabi adormeceu, então Vinícius decidiu que aquele era o momento ideal para conversar com Regina. Mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ela começou a falar.
- Sabe Vinícius, apesar de não estarmos mais juntos, você é um pai incrível, nunca se esquece da nossa filha - disse ela
- Eu nunca abandonaria a Gabi por causa de uma briga nossa - respondeu ele
- Eu sei, e isso é ótimo. Apesar de ainda ser um bebê, dá para perceber que ela gosta quando você vem aqui em casa.
- Só ela?
Dizendo isso, Vinícius chegou bem perto de Regina, olhando fixamente para a boca dela, fazendo seu seu coração acelerar.
- Vinícius, eu não... - disse ela, um pouco ofegante
Mas antes que ela pudesse terminar a frase, ele a puxou pela cintura, e lhe deu um beijo intenso e apaixonado. Ela tentou resistir, mas acabou se deixando levar, colocando os braços em volta do pescoço dele e acariciando seus cabelos. Porém alguns seguindo depois, voltou a si.
- Para Vinícius, por favor - disse ela se afastando - Eu concordei em ser sua amiga por causa da Gabi, mas só isso.
- Você ainda me ama, eu senti isso agora. E se concordou em sermos amigos, é porque não está mais com raiva por causa do incidente no restaurante.
- A raiva passou sim, mas isso não significa que eu quero voltar. Não esqueci o que você fez, foi uma grande decepção.
- Eu não fiz aquilo! Sei que a chave estava no meu carro, mas não fui eu, deve ter uma explicação para isso.
- Para de negar, é muito mais fácil você confessar logo!
- Eu não posso confessar uma coisa que não fiz! Pensei que depois de um tempo você ia perceber que errou ao me acusar de ter feto aquela armação, mas já vi que estava enganado.
- Você vai continuar mentindo mesmo?
- Não é mentira, olha nos meus olhos e você vai ver que estou falando a verdade.
- Vai embora, Vinícius, por favor.
- Eu vou, mas saiba que vou desistir. Ainda vou te convencer de que sou inocente, e ter você de volta.
Dizendo isso, Vinícius foi embora, deixando Regina abalada. O amor que ela sentia por ele continuava tão forte quanto antes da briga, mesmo contra sua vontade.
No dia seguinte, pouco antes de meio dia, Regina havia acabado de dar a mamadeira de Gabi, quando a campainha tocou. Ela pensou que seria Vinícius, mas teve uma surpresa ao abrir a porta.
- Oi Alex, o que você está fazendo aqui? - perguntou ela
- Tudo bem, Regina? Nós estamos nos encontrando pouco, já que o restaurante está fechado, então pensei que podíamos almoçar juntos - respondeu Alex
Depois de pensar um pouco, Regina decidiu aceitar, pois precisava se distrair para conseguir parar de pensar em Vinícius.
- Claro, vamos sim - disse ela - Espera só um pouquinho que eu vou me arrumar.
Poucos minutos depois ela já estava pronta, pediu a Dora que cuidasse de Gabi, e seguiu com Alex para o carro dele.
Enquanto isso, Vinícius e Olívia estavam trabalhando em um caso complicado e haviam passado a manhã inteira o estudando. Ambos já estavam cansados, então decidiram parar.
- Acho que podemos ir almoçar agora, Olívia. Estou morrendo de fome - disse ele
- Eu também. Inclusive, podemos almoçar juntos - sugeriu ela
- Tudo bem, vamos então - respondeu Vinícius, depois de concluir que seria melhor almoçar com Olívia do que sozinho
Eles seguiram para um restaurante novo que havia acabado de abrir, perto do escritório, e quando estavam sentados na mesa, olhando o cardápio, viram Regina e Alex entrando pela porta.
- Não acredito, esse cara não desgruda da Regina - falou Vinícius
- Se você quiser, podemos ir comer em outro lugar - disse Olívia
- Não precisa Olívia, eu estou bem - mentiu ele
Olívia notou que Vinícius não tinha gostado nem um pouco de ver os dois juntos, e Alex percebeu o mesmo em relação a Regina, quando viu que ela estava encarando a mesa onde o ex estava sentado.
- Você está desconfortável, vendo ele aqui com a Olívia? - perguntou ele
- O que? Claro que não Alex, só estou surpresa. Não achei que ele já estivesse saindo com a ela.
- E isso te incomoda?
- De jeito nenhum. Eu e o Vinícius terminamos, cada um tem sua vida agora. Vamos pedir?
Embora tivessem tentado, Vinícius e Regina não conseguiram esconder que estavam morrendo de ciúmes um do outro. Será que eles vão continuar agindo civilizadamente, ou essa coincidência vai acabar em confusão?
Continua...
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