Regina não estava gostando nada do ciúme exagerado de Alex, aquilo demonstrava uma certa falta de confiança da parte dele.
- Sinceramente, eu não acho que estou exagerando Regina - falou ele - Você me diz que passou o dia com o seu ex noivo, e espera que eu leve isso numa boa?
- Um pouco de ciúmes é compreensível, mas você está fazendo drama demais!
- Não é drama! Eu sei que o Vinícius ainda sente algo por você, e não gosto dessa proximidade de vocês dois. Preferia que você não se encontrasse com ele!
- Alex, o Vinícius é meu amigo. Além disso, eu e ele temos uma filha juntos e eu não posso impedir que ele veja ela, então querendo ou não, ele faz parte da minha vida.
- Quer saber? Eu estou torcendo para o Fernando ser o pai da Gabi, quem sabe assim o Vinícius te deixa em paz.
- Se você conhecesse o Fernando não diria uma coisa dessas... Ele não é o tipo de homem que daria um bom pai para a Gabi.
- Você só está falando isso porque prefere o Vinícius.
- Eu prefiro o Vinícius mesmo, mas não por mim e sim pela Gabi. Ele é um ótimo pai para ela.
- No fundo, você gosta que ele fique vindo aqui, isso sim!
- Alex, chega. Se for para continuar com essa cena de ciúmes, é melhor você ir embora.
- Está querendo que eu vá embora, porque o Vinícius vai vir aqui, é isso?
- Para Alex! Vai pra casa, depois a gente conversa, porque com você assim, não dá!
Alex não disse mais nada e saiu pela porta, pisando duro. Regina ficou chateada com a crise do namorado, mas resolveu esquecer aquilo e terminar seu café. Talvez no dia seguinte ele estivesse mais calmo, e os dois conseguissem conversar civilizadamente.
Mais tarde, ela saiu para almoçar com Dora e Gabi, como havia combinado e enquanto isso, Lucas foi comer com Érica, no restaurante de Olga.
- Eu não me conformo, amor. O Vini e a Regina se amam tanto, não é justo eles estarem separados. Além disso eu conheço meu irmão, com certeza ele não armou para fecharem o restaurante do Alex - desabafou ela, depois que eles pediram
- Concordo com você, e também acho que o Vinícius não faria isso. Mas a Regina não dá o braço a torcer - falou ele
- Esses dois precisam é passar um tempo juntos, só os dois.
- Mas eles vivem se encontrando lá em casa.
- Sempre com a Gabi no meio né? Eu tô falando deles ficarem sozinhos mesmo, sem mais ninguém por perto, em um clima romântico - disse Érica, com um sorriso misterioso
- Que carinha é essa? Você está pensando em aprontar alguma, não é?
- Eu tive uma ótima ideia para juntar esses dois de novo.
- Pode falar, seja lá o que for, eu topo te ajudar!
Érica contou o que estava pensando para Lucas, que adorou o plano, e eles acertaram os detalhes enquanto almoçavam. Estavam torcendo para dar certo, pois queriam muito ver seus irmãos juntos e felizes de novo.
Enquanto isso, Vinícius estava almoçando com Olívia, tentando fazer seu relacionamento com ela dar certo. Eles estavam conversando e se divertindo, quando o celular dele tocou. Vendo que era Érica ligando, ele pediu licença e se levantou da mesa para a atender.
- Oi maninha, tudo bem? - falou ele
- Estou bem Vini, e você? Está podendo falar agora? - perguntou ela
- Claro. Algum problema?
- Não, é só que eu queria que você jantasse comigo e com o Lucas hoje na casa da mamãe. Nós queremos conversar com você e a Regina sobre nosso bebê, precisamos de algumas orientações, sabe?
- Por mim tudo bem, podem contar comigo. Vocês já falaram com a Regina?
- O Lucas está falando com ela agora.
- Pede pra ele falar que se ela for, eu pego ela em casa e nós vamos juntos.
- Vou falar, peraí...
Érica passou o recado a Lucas, que estava com a irmã ao telefone, e ela concordou em ir com Vinícius.
- Ela disse que aceita a carona - disse Érica ao irmão
- Tudo bem, a gente se vê mais tarde então.
- Até a noite, um beijo.
Vinícius desligou o telefone, voltou para e mesa e terminou de almoçar com Olívia. Quando estavam indo embora, ela decidiu fazer um convite a ele.
- Quer ir ao cinema hoje à noite? - perguntou, quando entraram no carro.
- Não vai dar Olívia. Quando a Érica me ligou aquela hora, estava me convidando para jantar na casa da minha mãe hoje - respondeu ele
- E eu não posso ir?
- É melhor não, a Regina vai estar lá também.
- A Regina, mas por que? - falou Olívia, enciumada
- Eu te falei que a Érica está grávida né? O namorado dela, pai do bebê, é irmão da Regina, e eles querem conversar com a gente, pedir uns conselhos.
- Entendi. A gente deixa o cinema para outro dia então.
Vinícius deixou Olívia em casa e percebeu que ela ficou incomodada com o fato dele se encontrar com Regina, inclusive foi um pouco fria na hora de se despedirem. Mas achou melhor deixar para conversar com ela outra hora, e foi para o seu apartamento, descansar um pouco antes de se arrumar para o jantar.
Mais tarde, Vinícius tomou um banho, se vestiu e foi buscar Regina em casa. Quando ela entrou no carro, ele sentiu o cheiro do seu perfume e teve vontade de beijá-la naquele momento, mas se controlou e os dois seguiram para o jantar. No meio do caminho, ela ligou para Lucas.
- Oi Regina, já estão vindo?
- Já sim Lucas, te liguei para avisar que eu e o Vinícius já estamos no caminho.
- Eu e a Érica estamos esperando então. Quando chegarem não precisam nem bater, a porta vai estar destrancada.
- Tudo bem, não vamos demorar para chegar aí.
Em poucos minutos os dois estavam na casa de Olga. Eles entraram, esperando encontrar os irmãos à sua espera, mas quando abriram a porta, tiveram uma surpresa. Não havia ninguém lá, a mesa estava posta só para dois e havia flores e velas para criam um clima.
- O que está acontecendo aqui? - perguntou Regina
- Eu tenho uma leve noção... - respondeu Vinícius
- Então me explica, porque eu não estou entendendo nada.
- Não é óbvio? Eles armaram um jantar romântico, queriam nos deixar sozinhos aqui.
- Nos enganaram direitinho! Ah, mas o Lucas vai me ouvir, vou atrás dele agora - disse Regina, andando em direção à porta
- Regina, espera - falou Vinícius, segurando a mão dela - Já que estamos aqui, vamos jantar juntos.
- Vinícius, nós não somos mais um casal.
- E não podemos jantar como amigos? Eles se deram ao trabalho de por a mesa, comprar a comida... Não vamos desperdiçar tudo isso.
- Você tem razão... Tudo bem, eu aceito, mas como amigos mesmo, tá?
- Claro. Vamos sentar então.
Ambos foram para a mesa, serviram-se e começaram a comer. Por mais que tentassem agir como amigos, todos os elementos colocados por Érica e Lucas criavam uma atmosfera romântica, que os envolveu. Eles estava se divertindo juntos e, inevitavelmente, rolou um clima, que Regina logo tratou de cortar, desviando o olhar. O jantar foi muito agradável e depois de comer, eles decidiram tirar a mesa, pois não queriam deixar a casa de Olga bagunçada. Assim que eles terminaram e estavam se arrumado para ir embora, começou a trovejar e chover muito forte.
- Caramba, que chuva - falou Vinícius - Vamos ter que esperar aqui até passar, não posso dirigir com esse tempo.
- Eu até iria embora de ônibus, mas não trouxe sombrinha... - disse Regina
- E nem eu ia deixar você sair daqui com esse temporal. Vamos ficar ali no sofá.
Eles conversaram por alguns minutos, até que, de repente, houve um trovão muito forte e a energia caiu. Os dois se levantaram, pegaram as velas que estavam em cima da mesa quando eles chegaram e reacenderam, para iluminar a sala. Quando voltaram para o sofá, Regina sem querer apoiou a mão sobre a de Vinícius ao se sentar e nesse momento, houve uma troca de olhares. Sem conseguir resistir mais, naquele clima criado pelas velas, eles foram se aproximando, até que se beijaram, suavemente. Vinícius puxou Regina para mais perto, deixando seus corpos colados, enquanto ela acariciava seus cabelos. O beijo foi ficando cada vez mais intenso e quente, mas antes que pudesse acontecer algo mais, a luz voltou, fazendo com que eles se afastassem pelo susto.
- Vinícius, isso tem que parar de acontecer - disse Regina, um pouco ofegante
- Mas você me prometeu uma despedida, lembra? - falou ele, tentando beijá-la de novo
- Eu lembro que a gente combinou que ia ser quando eu quisesse. E a casa da sua mãe não é lugar para isso. A chuva parece que diminuiu, podemos ir embora agora?
- Tudo bem, mas você ainda está me devendo isso.
Vinícius deixou Regina em casa e foi para seu apartamento. Eles não conseguiam parar de pensar um no outro, no quanto aquele jantar tinha sido bom, e no beijo que rolou depois. Por quanto tempo mais será que esses dois vão aguentar ficar separados?
Continua...
Mais tarde, Vinícius tomou um banho, se vestiu e foi buscar Regina em casa. Quando ela entrou no carro, ele sentiu o cheiro do seu perfume e teve vontade de beijá-la naquele momento, mas se controlou e os dois seguiram para o jantar. No meio do caminho, ela ligou para Lucas.
- Oi Regina, já estão vindo?
- Já sim Lucas, te liguei para avisar que eu e o Vinícius já estamos no caminho.
- Eu e a Érica estamos esperando então. Quando chegarem não precisam nem bater, a porta vai estar destrancada.
- Tudo bem, não vamos demorar para chegar aí.
Em poucos minutos os dois estavam na casa de Olga. Eles entraram, esperando encontrar os irmãos à sua espera, mas quando abriram a porta, tiveram uma surpresa. Não havia ninguém lá, a mesa estava posta só para dois e havia flores e velas para criam um clima.
- O que está acontecendo aqui? - perguntou Regina
- Eu tenho uma leve noção... - respondeu Vinícius
- Então me explica, porque eu não estou entendendo nada.
- Não é óbvio? Eles armaram um jantar romântico, queriam nos deixar sozinhos aqui.
- Nos enganaram direitinho! Ah, mas o Lucas vai me ouvir, vou atrás dele agora - disse Regina, andando em direção à porta
- Regina, espera - falou Vinícius, segurando a mão dela - Já que estamos aqui, vamos jantar juntos.
- Vinícius, nós não somos mais um casal.
- E não podemos jantar como amigos? Eles se deram ao trabalho de por a mesa, comprar a comida... Não vamos desperdiçar tudo isso.
- Você tem razão... Tudo bem, eu aceito, mas como amigos mesmo, tá?
- Claro. Vamos sentar então.
Ambos foram para a mesa, serviram-se e começaram a comer. Por mais que tentassem agir como amigos, todos os elementos colocados por Érica e Lucas criavam uma atmosfera romântica, que os envolveu. Eles estava se divertindo juntos e, inevitavelmente, rolou um clima, que Regina logo tratou de cortar, desviando o olhar. O jantar foi muito agradável e depois de comer, eles decidiram tirar a mesa, pois não queriam deixar a casa de Olga bagunçada. Assim que eles terminaram e estavam se arrumado para ir embora, começou a trovejar e chover muito forte.
- Caramba, que chuva - falou Vinícius - Vamos ter que esperar aqui até passar, não posso dirigir com esse tempo.
- Eu até iria embora de ônibus, mas não trouxe sombrinha... - disse Regina
- E nem eu ia deixar você sair daqui com esse temporal. Vamos ficar ali no sofá.
Eles conversaram por alguns minutos, até que, de repente, houve um trovão muito forte e a energia caiu. Os dois se levantaram, pegaram as velas que estavam em cima da mesa quando eles chegaram e reacenderam, para iluminar a sala. Quando voltaram para o sofá, Regina sem querer apoiou a mão sobre a de Vinícius ao se sentar e nesse momento, houve uma troca de olhares. Sem conseguir resistir mais, naquele clima criado pelas velas, eles foram se aproximando, até que se beijaram, suavemente. Vinícius puxou Regina para mais perto, deixando seus corpos colados, enquanto ela acariciava seus cabelos. O beijo foi ficando cada vez mais intenso e quente, mas antes que pudesse acontecer algo mais, a luz voltou, fazendo com que eles se afastassem pelo susto.
- Vinícius, isso tem que parar de acontecer - disse Regina, um pouco ofegante
- Mas você me prometeu uma despedida, lembra? - falou ele, tentando beijá-la de novo
- Eu lembro que a gente combinou que ia ser quando eu quisesse. E a casa da sua mãe não é lugar para isso. A chuva parece que diminuiu, podemos ir embora agora?
- Tudo bem, mas você ainda está me devendo isso.
Vinícius deixou Regina em casa e foi para seu apartamento. Eles não conseguiam parar de pensar um no outro, no quanto aquele jantar tinha sido bom, e no beijo que rolou depois. Por quanto tempo mais será que esses dois vão aguentar ficar separados?
Continua...
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